Fake news bolsonaristas atacam boxeadora após polêmica de gênero
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729 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A boxeadora argelina Imane Khelif tornou-se alvo de ataques da extrema-direita após uma polêmica envolvendo testes de gênero. As críticas intensificaram-se quando a italiana Angela Carini abandonou a luta contra Khelif nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, apenas 46 segundos após o início do combate. A polêmica começou quando Khelif foi reprovada em testes de gênero, mas o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu sua participação nos Jogos. A partir daí, surgiram notícias falsas, principalmente em páginas bolsonaristas, classificando-a erroneamente como transsexual.
A controvérsia sobre Khelif iniciou-se no ano passado, após sua desclassificação do Campeonato Mundial em Nova Delhi, devido a um teste que indicou a presença de cromossomos XY, usados pela Associação Internacional de Boxe (IBA) para alegar que ela "fingia ser mulher". Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pessoas podem ter diferenças de desenvolvimento sexual (DDS), que incluem mulheres XY devido a mutações cromossômicas.
Mesmo diante dessas polêmicas, o COI confirmou a elegibilidade de Khelif para os Jogos de Verão de 2024, assegurando que todos os atletas atendem aos regulamentos de elegibilidade e requisitos médicos. A questão gerou discussões intensas nas redes sociais e entre comentaristas esportivos, que debatem a participação de atletas com cromossomos XY em esportes de combate.
Países de origem das atletas envolvidas, como Argélia e Taiwan, ofereceram apoio a suas pugilistas. O Comitê Olímpico da Argélia denunciou os ataques contra Khelif como “maliciosos e antiéticos”, prometendo protegê-la. Taiwan também expressou apoio a Lin Yu-Ting, outra atleta em situação similar, elogiando sua determinação.
O ex-juiz e senador Sergio Moro, conhecido por suas posições conservadoras, compartilhou as notícias falsas em suas redes, afirmando que "não deve haver discriminação, mas é preciso competição justa". Sua postagem foi rapidamente desmentida, mostrando a urgência de se combater desinformações.
Assista ao vídeo:
Ninguém deve ser discriminado por sua opção sexual, mas precisa ter competição justa para as mulheres. Colocar alguém que mudou de sexo para competir no boxe olímpico com uma mulher não é fair game. pic.twitter.com/b69JfuaEi2
— Sergio Moro (@SF_Moro) August 1, 2024
Com informações do DCM
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