A China não recua e troca EUA por Brasil na soja. Trump sofre o abalo
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1542 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A jornalista chinesa Olivia Yang, que viveu seis anos no Brasil, explicou por que a China mantém firmeza diante da pressão dos Estados Unidos. Segundo ela, ao contrário de outros países que se submetem ao imperialismo norte-americano, a China responde com estratégia, adaptando-se e fortalecendo seus aliados — entre eles, o Brasil.
Um exemplo claro dessa postura é a recente decisão chinesa de acelerar a substituição da soja importada dos EUA por soja brasileira. Apenas nesta semana, 40 navios transportando 240 mil toneladas do produto nacional foram adquiridos pela China, o que já representa um terço do consumo mensal do país asiático. A mudança, iniciada em março, afeta diretamente o setor agrícola norte-americano, que depende das exportações para Pequim.
O impacto foi tão grande que produtores de soja dos EUA, que movimentam cerca de US$ 15 bilhões por ano com o mercado chinês, pressionaram Donald Trump por uma trégua nas tarifas impostas à China. Diante da ameaça de falência generalizada, mais de 500 mil produtores rurais vivem agora a incerteza diante da estratégia firme de diversificação adotada por Pequim.
Olivia destaca ainda que a resistência chinesa não se limita à agricultura. “Cortamos as importações de filmes americanos e abrimos portas para o cinema brasileiro e de outros países”, afirmou. Para ela, a China não busca o confronto direto, mas aposta na adaptação, na valorização da própria cultura e no fortalecimento de relações comerciais com nações que respeitam sua soberania.
A jornalista conclui que, enquanto os Estados Unidos adotam políticas de desacoplamento e tarifas punitivas, a China responde de forma milenar: com planejamento, paciência e diplomacia estratégica. Para o Brasil, esse cenário abre oportunidades inéditas de aproximação com a segunda maior economia do mundo.
Assista ao vídeo da jornalista:
Jornalista chinesa Olivia Yang, que morou 6 anos no Brasil, explica por que a China não vai arregar para os EUA, ao contrário de outros países: "É uma resistência com estratégia. Por exemplo, com mudança de fornecedor. Só essa semana, 40 navios transportando 240 mil toneladas de… pic.twitter.com/PArvsEc8Ol
— Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) April 13, 2025
Com informações do Plantão Brasil/X
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