Bolsonarista quer demitir servidor que apoie Palestina e ataca liberdade de expressão
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Em mais uma tentativa autoritária de censurar manifestações legítimas em defesa dos direitos humanos, o vereador bolsonarista Adrilles Jorge (União Brasil), de São Paulo, apresentou um projeto de lei que prevê a exoneração de servidores públicos que participem de atos com mensagens pró-Palestina. A proposta foi protocolada nesta segunda-feira (15) na Câmara Municipal da capital paulista.
Segundo o bolsonarista, a motivação teria sido um evento marcado para ocorrer no CEU Luiz Melodia, em São Miguel Paulista, que abordaria o genocídio promovido por Israel contra o povo palestino. Após pressão de grupos sionistas e conservadores, o encontro foi censurado pela gestão municipal. A imagem de divulgação do evento exibia a bandeira da Palestina sobre o mapa do território historicamente ocupado, com a mensagem “Palestina livre do rio ao mar”.
O projeto apresentado por Adrilles Jorge é flagrantemente inconstitucional, pois tenta associar manifestações de apoio à causa palestina — reconhecida internacionalmente como legítima — a atos de terrorismo, em uma inversão de valores típica do bolsonarismo. A proposta ameaça o direito à livre manifestação de pensamento e à solidariedade com povos oprimidos, pilares garantidos pela Constituição Federal.
O vereador, conhecido por sua retórica extremista e pelo histórico de declarações polêmicas, voltou a incorrer em discurso de censura e desinformação. Em sua justificativa, afirmou que servidores públicos não podem apoiar “causas que ofendam povos ou incentivem o extremismo”, ignorando que a campanha por uma Palestina livre é amplamente respaldada por resoluções da ONU e organizações internacionais de direitos humanos.
Adrilles Jorge já esteve envolvido em polêmicas graves: em 2022, chegou a ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo após fazer gesto de saudação nazista ao vivo em um programa da Jovem Pan News, o que provocou forte repúdio na época. Agora, com a proposta de demissão sumária de servidores por expressarem solidariedade a uma causa humanitária, reafirma seu desprezo pela democracia e pelas garantias individuais.
Com informações do Brasil247
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