PMs bolsonaristas viram milicianos a serviço de empresários
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Mais uma vez, o bolsonarismo e suas práticas milicianas mostram os tentáculos que se infiltraram nas forças de segurança. A Polícia Federal revelou um esquema criminoso liderado por Caio César, com participação de Brendon Tavares e José Baduíno, que usavam policiais militares do Distrito Federal para promover extorsões e cobranças ilegais de dívidas, sempre com forte coação e intimidação armada.
Segundo a investigação, os PMs Gustavo Roma e Diego Maia, que recebem salários públicos de R$ 17,6 mil e R$ 15 mil respectivamente, usavam seus acessos privilegiados a sistemas internos da corporação para levantar dados sigilosos, monitorar vítimas e participar diretamente das ações de cobrança — muitas vezes viajando para outros estados para intimidar os alvos. Um dos casos mais graves ocorreu em maio de 2024, quando uma vítima foi forçada a assinar uma nota promissória de R$ 1,5 milhão sob ameaças.
As mensagens extraídas dos celulares confirmam que o grupo montou uma verdadeira milícia privada a serviço de agiotas e empresários com dívidas a cobrar. Utilizavam-se da autoridade policial e de informações sigilosas para pressionar vítimas a assinar confissões de dívidas, sem qualquer amparo legal. Esse padrão se repetiu em múltiplos episódios, como no caso de julho de 2024, em que uma nova cobrança foi feita com base em serviços não comprovados, sempre com uso de coação e aparato policial.
A Justiça autorizou o compartilhamento das provas com a Polícia Civil, Receita Federal, Corregedoria da PMDF e Controladoria-Geral da União, demonstrando que o governo Lula leva a sério o combate à corrupção, à milícia e aos abusos dentro das corporações. A gravidade dos crimes investigados — extorsão, violação de sigilo funcional, abuso de autoridade e organização paramilitar — escancara o quanto ainda é preciso purgar o legado de violência institucional herdado dos anos de extrema direita no poder.
A PMDF, por sua vez, limitou-se a dizer que “não coaduna com desvios de conduta” e que o caso será apurado, sem oferecer maiores esclarecimentos. Nenhum dos envolvidos apresentou defesa até o momento. Enquanto isso, as instituições sérias do país seguem trabalhando para desmontar esses esquemas que mancham o serviço público e colocam a vida de inocentes em risco.
Com informações do Metrópoles
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