Mauro Cid fala hoje no STF e clima no bolsonarismo é de pânico
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2942 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, voltou a depor nesta segunda-feira (13) no Supremo Tribunal Federal sobre sua participação e o envolvimento direto do ex-presidente e aliados na tentativa frustrada de golpe após as eleições de 2022. Em delação premiada, Cid confirmou os crimes e detalhou o funcionamento interno do plano golpista, que já envolve 23 réus divididos em três núcleos operacionais.
Cid reafirmou que Bolsonaro recebeu, leu e editou a minuta do golpe, removendo algumas ordens de prisão, mas mantendo o ministro Alexandre de Moraes como alvo central. Também revelou que o então presidente pressionou o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, a produzir um relatório mentiroso contra as urnas eletrônicas, numa estratégia para justificar a ruptura democrática.
???? Mauro Cid diz em depoimento que Bolsonaro editou minuta que convocava novas eleições para que constasse apenas o ministro Alexandre de Moraes como autoridade que deveria ser presa, retirando o presidente do Senado e demais Ministros do STF.pic.twitter.com/KUZG4A3bex
— Eleições em Pauta (@eleicoesempauta) June 9, 2025
Em seu depoimento, Cid apontou o general Braga Netto como o elo entre Bolsonaro e os acampamentos golpistas, afirmando que recebeu dele uma caixa de vinho com dinheiro para repassar ao major Rafael de Oliveira, ligado ao grupo “kids pretos”, suspeito de planejar atentados contra Lula, Alckmin e Moraes. Também relatou o uso de militares para monitorar autoridades, a mando de Bolsonaro.
O depoimento expôs ainda mais a covardia de Bolsonaro, que, segundo Cid, recusou-se a desmobilizar os acampamentos que pediam golpe militar, dizendo que não era responsabilidade dele. Essa omissão, segundo investigadores, sinalizava o aval do ex-presidente aos atos criminosos.
Mauro Cid revelou em depoimento ao STF que o financiamento para manter manifestações nas frentes dos quartéis seria do agronegócio.
— InfoMoney (@infomoney) June 9, 2025
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro também afirmou mais cedo que o ex-presidente solicitava o monitoramento de Alexandre de Moraes, prática que… pic.twitter.com/76GsGwHdPB
Cid também afirmou que Moraes era frequentemente alvo de ataques virtuais dos bolsonaristas. Em tom de ironia, o próprio ministro reagiu durante a audiência ao ser informado de que era “muito criticado” pelos golpistas: “Só isso? O senhor tem que falar a verdade”, provocou, arrancando risos da sala.
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— oliberal.com (@oliberal) June 10, 2025
Durante depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, nesta segunda (9), o ex-ajudante de ordens Mauro Cid afirmou que o ministro Alexandre de Moraes era constantemente alvo de xingamentos, memes e figurinhas em grupos de WhatsApp com militares e aliados de Bolsonaro.
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A cada novo depoimento, as provas contra Bolsonaro e seus cúmplices se acumulam, deixando clara a gravidade da conspiração. Para o STF, os relatos mostram que Braga Netto teve papel ainda mais decisivo do que se imaginava, e que o financiamento da tentativa de golpe partiu de empresários ligados ao agronegócio.
Com informações do DCM
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