BOMBA! PGR rejeita perdão a Mauro Cid e aponta omissão de fatos graves
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2429 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmando que ele omitiu fatos importantes e agiu de forma ambígua durante o cumprimento de seu acordo de delação premiada. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, Gonet declarou que a colaboração foi apenas parcial e recomendou a redução de um terço da pena, mas não a extinção dela.
A análise do chefe da PGR integra a fase final do processo que trata da tentativa de golpe de Estado articulada por Bolsonaro e seus aliados. Cid é um dos réus, acusado de envolvimento direto na tentativa de subversão da ordem democrática e de outros crimes graves cometidos dentro e fora do Palácio do Planalto. Segundo Gonet, a omissão de Cid gerou prejuízos relevantes ao processo penal e ao interesse público.
O militar, que inicialmente teve homologado pelo STF um acordo que previa até perdão total, agora pode perder esse benefício. Com base nas acusações formais, ele pode ser condenado a até 43 anos de prisão. O novo parecer da PGR enfraquece a possibilidade de uma pena branda, como previsto anteriormente em sua delação homologada por Alexandre de Moraes.
Gonet apontou que, embora Cid tenha entregado informações importantes, ele escolheu esconder parte relevante dos fatos, comprometendo sua credibilidade como colaborador. O procurador destacou que os benefícios legais exigem uma colaboração sincera, completa e guiada pela boa-fé, o que não foi plenamente demonstrado neste caso.
Na prática, a nova recomendação da PGR impede que Cid converta eventual pena de prisão em penas alternativas, como prestação de serviços. A consequência direta seria o endurecimento da punição, caso seja condenado pelos crimes investigados. Para Gonet, a narrativa seletiva adotada por Cid revela um esforço de proteger parte do esquema criminoso.
Cabe ao ministro Alexandre de Moraes e aos demais membros da Primeira Turma do STF a decisão final sobre os benefícios que serão mantidos ou revogados. A delação de Mauro Cid era uma das apostas do bolsonarismo para tentar blindar seus líderes, mas agora enfrenta sérias dúvidas quanto à sua validade.
Com informações do DCM
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