Trump autoriza CIA a realizar operações letais em ações secretas contra Maduro
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O governo de Donald Trump autorizou a CIA a realizar operações secretas na Venezuela, incluindo ações “letais”, segundo revelou o The New York Times. A decisão amplia o poder da agência de inteligência na região e reacende o espectro de intervenções militares americanas na América Latina. Embora os detalhes sejam mantidos em sigilo, fontes de Washington afirmam que a autorização representa um passo sem precedentes desde o fim da Guerra Fria.
A medida vem após meses de escalada militar. Em agosto, os Estados Unidos deslocaram navios e aviões de guerra para o Caribe, sob o pretexto de combater o narcotráfico. Pouco depois, surgiram informações de que o governo americano estudava ataques diretos a estruturas venezuelanas ligadas a supostos “cartéis de drogas”. Trump acusa o presidente Nicolás Maduro de chefiar o “Cartel de los Soles” — grupo que Washington classifica como organização terrorista — e oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura.
Desde setembro, bombardeios americanos em águas do Caribe deixaram ao menos 27 mortos, segundo a Human Rights Watch, que classificou as ações como “execuções extrajudiciais ilegais”. Na última terça (14), Trump confirmou um novo ataque, com seis mortos, alegando que a embarcação atingida “transportava narcóticos”. A ONU expressou “grave preocupação” no Conselho de Segurança, alertando para o risco de mortes de civis.
O governo venezuelano negou qualquer ligação das vítimas com o tráfico e denunciou a ofensiva como uma violação da soberania nacional. Maduro ordenou o reforço das fronteiras, mobilizou tropas e convocou civis para treinamentos de defesa. “A Venezuela não será uma nova Líbia”, declarou um porta-voz do governo.
A CIA tem um longo histórico de interferência política na América Latina — de golpes militares a campanhas de desestabilização —, incluindo a participação em rupturas democráticas no Chile e no Brasil durante o século XX. A nova autorização de Trump reacende temores de uma política imperialista agressiva, sob o manto da “luta contra o narcotráfico”, agora com potencial letal.
Fontes diplomáticas em Caracas alertam que o cenário pode evoluir para uma crise regional, com impacto direto sobre o Caribe e a Amazônia. Trump teria solicitado um “menu de opções” para futuras ações e se recusa a descartar uma intervenção militar. A retórica de força da Casa Branca contrasta com o apelo internacional por diálogo — e coloca a Venezuela novamente no centro da disputa geopolítica entre Washington, Moscou e Pequim.
Com informações do DCM
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