Etanol, minérios e energia são os novos eixos da reaproximação entre Brasil e EUA
Compartilhe
996 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reacendeu o otimismo entre empresários e diplomatas sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países. O encontro, realizado na quinta-feira (16), em Washington, é visto como mais um passo da diplomacia de reconstrução promovida pelo governo Lula, que tenta reverter os danos deixados pelo isolamento bolsonarista e recuperar o protagonismo internacional do Brasil.
Entre os temas em discussão, destacou-se a possível redução da tarifa de 18% sobre o etanol anidro importado dos EUA, um dos principais entraves comerciais atuais. O produto americano, feito de milho, é muito mais taxado que o etanol brasileiro, de cana-de-açúcar, que paga apenas 2,5% nos Estados Unidos. Especialistas apontam que uma regulação de cotas poderia equilibrar o mercado e abrir caminho para um acordo mais amplo.
Segundo analistas, essa redução tarifária seria um gesto político de boa vontade, capaz de amenizar as tensões causadas pelo tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros em julho. Fontes próximas às negociações afirmam que o ajuste técnico seria de baixo custo e alto impacto simbólico, ajudando a restabelecer o diálogo comercial em bases mais justas.
Outro ponto central da conversa entre Vieira e Rubio foi a cooperação em mineração e energia limpa. Os Estados Unidos demonstraram forte interesse em firmar um acordo de fornecimento de minerais estratégicos, como lítio, nióbio e terras-raras — essenciais para a produção de baterias, turbinas e tecnologia verde. Empresários do setor acreditam que um pacto semelhante ao celebrado recentemente entre EUA e Japão poderia reduzir a dependência chinesa e atrair investimentos para o Brasil.
Atualmente, o país exporta esses minerais com tarifas médias de 15%, mas há disposição para negociar reduções e estímulos à cadeia produtiva nacional. Para o Itamaraty, o movimento é uma oportunidade de consolidar o Brasil como parceiro-chave na transição energética global, equilibrando interesses econômicos e ambientais.
Embora os acordos ainda estejam em fase inicial, o governo Lula vê o diálogo com Washington como um avanço estratégico. A diplomacia brasileira busca manter uma relação de respeito e pragmatismo com os EUA, sem abrir mão da soberania nacional — um contraste direto com a subserviência que marcou o período bolsonarista.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
