Rede clandestina que reativava celulares roubados desmorona após ação gigante da polícia
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3347 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (17) uma nova etapa da Operação Rastreio, ampliando o cerco contra quadrilhas especializadas em cursos online usados para desbloquear e reativar celulares roubados no país. Desta vez, a ofensiva cumpriu 132 mandados de busca e apreensão em 11 estados, mirando suspeitos que abasteciam e operavam a engrenagem criminosa responsável por furtar, desbloquear e revender aparelhos com aparência de legalidade.
A nova fase deriva da prisão de Alan Gonçalves, detido em maio e apontado como um dos principais nomes do desbloqueio remoto de celulares. Além de reativar aparelhos barrados pela Anatel, ele promovia “aulas” para espalhar o método pelo país, o que ajudou a polícia a mapear uma grande rede de clientes e cúmplices atuando de norte a sul.
De acordo com a DRCPIM, Alan dizia ter capacidade de retirar IMEIs do Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), driblando o sistema que bloqueia smartphones roubados. Essa habilidade alimentava um esquema que lucrava duas vezes: primeiro com a revenda dos aparelhos, depois com tentativas de acessar contas bancárias das vítimas para fazer empréstimos e transações fraudulentas.
Os alvos desta etapa são pessoas que forneciam celulares roubados para desbloqueio e que participavam do retorno desses aparelhos ao mercado, muitas vezes por meio de lojas, boxes e quiosques que funcionavam como pontos de revenda. Há investigados suspeitos de tentar acessar dados financeiros das vítimas.
A operação acontece simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Pará e Rondônia. Segundo a polícia, muitos endereços funcionavam como bases de comercialização da cadeia criminosa.
Criada para ser uma ação permanente, a Operação Rastreio já retirou mais de 10 mil celulares roubados de circulação, com 2.800 aparelhos devolvidos aos donos e mais de 700 prisões efetuadas — um avanço importante num país onde a criminalidade digital cresceu durante os anos de abandono das políticas de segurança promovidas pelo bolsonarismo.
Com informações do DCM
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