Trump sugere prisão e até EXECUÇÃO de congressistas, e reação democrata é imediata
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3415 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A reação política nos EUA foi imediata depois que Donald Trump atacou um grupo de parlamentares democratas, acusando-os de “comportamento sedicioso, punível com morte” e defendendo que fossem presos. O ataque ocorreu após a divulgação de um vídeo no qual seis congressistas — todos com experiência militar ou em inteligência — lembram às Forças Armadas que ordens ilegais devem ser recusadas, conforme determina a Constituição. No material, divulgado na terça-feira, aparecem as senadoras Elissa Slotkin e Mark Kelly e os deputados Maggie Goodlander, Chris Deluzio, Chrissy Houlahan e Jason Crow.
A simples reafirmação de um princípio básico do Estado de Direito foi suficiente para irritar Trump, que passou a publicar ameaças no Truth Social. Ele chamou os democratas de “traidores”, voltou a dizer que o gesto seria “passível de pena de morte” e ainda compartilhou uma postagem defendendo abertamente que os parlamentares fossem enforcados, citando até George Washington como justificativa histórica.
A liderança democrata da Câmara reagiu imediatamente. Hakeem Jeffries, Katherine Clark e Pete Aguilar divulgaram nota denunciando as ameaças e lembrando que os parlamentares citados serviram o país tanto na política quanto em suas carreiras militares. Eles afirmaram também que acionaram o sargento de armas e a polícia do Capitólio para reforçar a segurança dos congressistas e de suas famílias.
Os próprios parlamentares que aparecem no vídeo também divulgaram um comunicado conjunto. Eles afirmam que o compromisso com a Constituição continua válido mesmo após deixarem a ativa e que não serão intimidados por ataques presidenciais. Para eles, Trump está tentando criminalizar justamente o ato de reafirmar a legalidade e os limites do poder do comandante-em-chefe.
No Senado, o líder democrata Chuck Schumer foi direto e disse no X que “o presidente dos Estados Unidos está pedindo a execução de autoridades eleitas”, alertando para a gravidade institucional da postura de Trump.
Let’s be crystal clear: the President of the United States is calling for the execution of elected officials.
— Chuck Schumer (@SenSchumer) November 20, 2025
This is an outright THREAT.
Every Senator, every Representative, every American—regardless of party—should condemn this immediately and without qualification. pic.twitter.com/bITddfCMrw
Do outro lado, o presidente da Câmara, Mike Johnson, saiu em defesa de Trump e classificou o vídeo democrático como “impróprio”, alegando que ele incentivaria militares a questionar ordens. Ele afirmou ao Independent que Trump estaria apenas “definindo o crime de sedição”, embora tenha admitido que advogados ainda precisariam analisar o caso.
Já na Casa Branca, a secretária de imprensa Karoline Leavitt tentou suavizar o episódio, dizendo que Trump não deseja executar parlamentares, mas alegando que o presidente reagiu porque os congressistas teriam encorajado militares a contrariar ordens — algo que, segundo ela, poderia gerar caos e riscos à segurança.
Com informações do DCM
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