PF revela como deputado Antônio Doido usava policiais e empresas para saquear o Pará
Compartilhe
2365 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público detalhando a autorização para uma megaoperação da Polícia Federal (PF) que desmantelou um suposto e grave esquema de desvio de verbas públicas no Pará. A investigação revela a atuação articulada e contínua de um grupo criminoso que, segundo a PF, envolvia agentes públicos e privados, como um deputado federal, servidores estaduais, empresários e a Secretaria de Obras Públicas do estado.
O parlamentar Antônio Leocádio dos Santos, conhecido como Antônio Doido (MDB-PA), é apontado na decisão do STF como o líder inconteste do esquema. Ele seria o responsável por determinar os saques de valores desviados, organizar a distribuição do dinheiro ilícito e, de forma ainda mais grave, coordenar o uso de policiais militares em suas campanhas eleitorais, misturando o poder público, a segurança e o crime em favor de seus interesses.
Outro nome de alto escalão citado é o do atual secretário de Obras Públicas do Pará, Benedito Ruy Santos Cabral. O ministro Dino registrou que o secretário teria praticado condutas com “graves violações de deveres funcionais” e mediante o uso de seu cargo estratégico, que o coloca como um integrante-chave da organização criminosa. Essa atuação ofereceria "riscos concretos à realização de obras/serviços/licitações e ao erário", colocando o patrimônio público sob constante ameaça.
A teia de corrupção se estende com o envolvimento de outras figuras cruciais: o tenente-coronel da Polícia Militar Francisco de Assis Galhardo do Vale é apontado como o operador logístico e financeiro do grupo, responsável por coordenar policiais e movimentar grandes quantias em dinheiro. Já Andrea Costa Dantas, esposa do deputado Antônio Doido, é sócia de empresas que teriam sido favorecidas pelo esquema, recebendo centenas de milhões de reais do governo do Pará.
A Operação Igapó, deflagrada na terça-feira (16), cumpriu 31 mandados de busca e apreensão no Pará e no Distrito Federal, expondo que o grupo agia de forma estruturada, com divisão de tarefas entre seus membros, e tinha como objetivo desviar recursos públicos por meio de fraudes em licitações. A investigação da PF também indica o possível envolvimento de outros secretários estaduais e prefeitos, inclusive em negociações relacionadas aos processos licitatórios, evidenciando a capilaridade da organização criminosa no estado.
Os valores desviados, segundo a PF, eram posteriormente utilizados para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e para a ocultação de patrimônio, caracterizando os crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro Flávio Dino detalha os fundamentos legais que permitiram a ação contra essa quadrilha que saqueava os cofres do Pará para benefício próprio.
Com informações do Brasil 247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
