Banco Master sob suspeita: Empresa teria oferecido "boa grana" para influenciadores criticarem o BC
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1426 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O vereador Rony Gabriel (PL-RS), de Erechim, e a influenciadora Juliana Moreira Leite denunciaram publicamente uma tentativa de manipulação da opinião pública envolvendo o Banco Master e o Banco Central (BC). Segundo os relatos, ambos foram procurados por uma empresa de "gerenciamento de reputação" que ofereceu quantias expressivas de dinheiro para que publicassem conteúdos defendendo o Banco Master e atacando a autoridade monetária nacional. A proposta incluía cláusulas de confidencialidade, evidenciando o caráter escuso da operação que visava criar uma narrativa artificial nas redes sociais.
Rony Gabriel, que possui uma audiência de 1,7 milhão de seguidores no Instagram, detalhou que a abordagem ocorreu no final de dezembro. A empresa contratante pretendia que ele gravasse vídeos afirmando que o Banco Master estaria sendo "vítima" de uma perseguição por parte do Banco Central. O parlamentar afirmou ter recusado a oferta imediatamente, reforçando que seu perfil não está à venda para operações de blindagem de instituições financeiras sob investigação. A influenciadora Juliana Leite corroborou a história, afirmando ter recebido a mesma proposta e agradecendo ao vereador pela coragem de expor o caso.
Assista:
A tentativa de contratar influenciadores para atacar o Banco Central ocorre em um momento crítico para o Banco Master. No dia 18 de novembro, o BC decretou medidas restritivas contra a instituição após identificar sérios problemas financeiros. Segundo a autoridade monetária, o banco apresentou um crescimento acelerado insustentável, captando recursos acima da média do mercado e adquirindo ativos de baixa liquidez, como precatórios e empresas em dificuldade. A ação do BC visou proteger o sistema financeiro nacional de riscos sistêmicos causados por operações temerárias.
O uso de "influencers" para atacar órgãos de controle é uma tática que preocupa especialistas em ética digital e segurança financeira. Ao tentar transformar um problema técnico e fiscal em uma narrativa de "perseguição política" nas redes sociais, o Banco Master — ou as empresas que atuam em seu nome — buscam desviar o foco das irregularidades apontadas pelo Banco Central. A exposição feita por Rony e Juliana serve como um alerta para a base de seguidores sobre como o marketing de influência pode ser instrumentalizado para ocultar crises de solvência e má gestão.
O Banco Central reiterou que as medidas tomadas contra o Master foram baseadas em critérios técnicos e na necessidade de interromper o ciclo de expansão desordenada da instituição. A recusa dos influenciadores em aceitar a "boa grana" oferecida demonstra que, apesar da força do poder econômico, a transparência e a integridade das informações ainda encontram defensores no ambiente digital. O caso agora levanta discussões sobre a legalidade desse tipo de "gerenciamento de reputação" que visa desmoralizar instituições de Estado.
Com informações do DCM
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