Cai a máscara! Trump diz que vai usar petróleo da Venezuela para pagar contas dos EUA
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2886 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O empresário e analista geopolítico Arnaud Bertrand publicou uma análise contundente sobre a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, destacando que o governo de Donald Trump cruzou uma linha moral sem precedentes. Segundo Bertrand, embora Washington tenha um longo histórico de interferências na América Latina, o que ocorre agora é inédito pela sua "franqueza e caráter abertamente predatório". Trump não utiliza mais a tradicional retórica de "levar a democracia" ou "libertar o povo"; ele afirma abertamente que o objetivo é a extração de recursos naturais para benefício próprio, tratando o petróleo venezuelano como um "reembolso" devido aos EUA.
O analista ressalta que a estratégia de Trump rompe até com o conceito de mudança de regime. Ao manter figuras do chavismo, como a vice-presidente Delcy Rodríguez, em uma liderança interina sob estrita vigilância, os EUA enviam uma mensagem pragmática e cruel: a soberania não importa, apenas a submissão. Se a liderança atual entregar o petróleo e permitir que empresas americanas administrem a riqueza do solo, ela permanece; caso contrário, enfrentará a força militar. Não há pretensão de transformação política legítima, apenas a imposição da vontade de Washington.
Para Bertrand, essa "honestidade" de Trump é mais perigosa do que a antiga hipocrisia. Ele argumenta que os mitos e ideais que uma nação conta a si mesma — como a crença de ser um "farol da liberdade" — funcionam como uma arquitetura moral que impõe limites ao comportamento. A hipocrisia, em sua visão, é o sinal de que o ideal ainda tem poder. Ao renunciar totalmente a esses valores e abraçar confortavelmente o seu lado mais predatório, os Estados Unidos teriam "morrido por dentro", perdendo a luz interna que diferenciava a política externa americana de um simples saque organizado.
A análise aponta que essa transformação torna os EUA uma potência imprevisível e puramente maquiavélica. Ao abandonar o autoengano moral, o governo Trump remove os freios inibitórios que, em décadas passadas, evitavam atrocidades maiores em nome da imagem internacional. O que se vê hoje na Venezuela, e o que se projeta para alvos futuros como a Groenlândia, é o nascimento de um império que não sente mais a necessidade de ser "bom", apenas de ser eficaz na acumulação de poder e riqueza.
Veja a publicação:
Venezuela killed the US. Or rather, it revealed it was already dead.
— Arnaud Bertrand (@RnaudBertrand) January 6, 2026
In the history of the US’s relation with Latin America, what just happened in Venezuela is hardly unique: the U.S. government has intervened to change governments in Latin America a total of 41 times… pic.twitter.com/Wq3JP4IjbH
O impacto dessa mudança de postura deve ser sentido em todo o Sul Global. Se a única variável que importa para a Casa Branca é a submissão econômica, o direito internacional e a soberania nacional tornam-se conceitos obsoletos. A "honestidade refrescante" de Trump, como alguns a chamam, é, na verdade, o anúncio de uma era de realismo bárbaro, onde a força bruta é exibida com orgulho e a pilhagem é apresentada como política externa legítima.
Com informações do DCM
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