Vitória histórica: União Europeia aprova acordo com Mercosul e isola resistência francesa
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1877 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Após mais de duas décadas de negociações exaustivas e impasses diplomáticos, a União Europeia finalmente deu o "sim" ao acordo comercial com o Mercosul. O anúncio, feito pelo Chipre (que preside o bloco), marca o nascimento da maior zona de livre comércio do mundo, conectando um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores. Para o Brasil e seus vizinhos, a aprovação representa uma vitória geopolítica sem precedentes, especialmente em um momento de incertezas causadas pelo protecionismo de Donald Trump e pela hegemonia econômica chinesa.
A aprovação foi garantida por uma maioria qualificada de 21 países, superando a barreira necessária de 15 nações que representassem 65% da população europeia. A Itália, liderada por Giorgia Meloni, desempenhou o papel de "fiel da balança": após garantir subsídios bilionários para seus agricultores, o governo italiano migrou do bloco dos céticos para o dos apoiadores, isolando a França de Emmanuel Macron, que tentou até o último minuto barrar o tratado sob pressão de seus produtores rurais.
Impactos para o Brasil: Indústria e Sustentabilidade
O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a decisão, destacando que cerca de 9 mil empresas brasileiras já exportam para a Europa e serão diretamente beneficiadas pela redução drástica de tarifas. O acordo prevê:
-Eliminação de tarifas: O Mercosul retirará taxas de 91% das exportações da UE, enquanto os europeus farão o mesmo com 92% dos produtos sul-americanos.
-Competitividade: O acesso a máquinas e insumos europeus mais baratos deve modernizar a indústria brasileira.
-Compromisso Ambiental: O Brasil reforça seu papel global ao vincular o comércio ao combate às mudanças climáticas, um ponto que foi essencial para vencer as resistências ambientais na Europa.
O "Fator Trump" e a Geopolítica
Além do comércio, o tratado é uma resposta estratégica ao cenário global de 2026. Com Donald Trump impondo novas tarifas nos EUA, a Europa buscou no Mercosul uma alternativa para garantir o fornecimento de minerais críticos, como o lítio (essencial para a transição energética), reduzindo a dependência da China. É um movimento de defesa da ordem multilateral que Steinmeier tanto defendeu nos últimos dias.
Próximos Passos
Embora a assinatura oficial esteja prevista para o dia 17 de janeiro, o texto ainda passará pelo crivo do Parlamento Europeu. No entanto, com o apoio dos governos das maiores potências do bloco (Alemanha, Itália e Espanha), a expectativa é de uma aprovação tranquila. Enquanto Macron enfrenta uma crise interna com moções de censura e protestos de agricultores em Paris, o restante do mundo celebra o fim de um isolamento comercial que durava um quarto de século.
O acordo promete baratear vinhos, chocolates e tecnologia europeia no Brasil, enquanto abre as portas para que o agronegócio e a indústria nacional conquistem prateleiras em Berlim, Roma e Madri. É, como definiu Alckmin, o início de uma nova era de prosperidade mútua.
Com informações do G1
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