Trump acelera guerra híbrida e ameaça Cuba: "façam um acordo antes que seja tarde"
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2194 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Em uma escalada aberta de sua guerra híbrida contra nações soberanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ameaça direta e arrogante ao povo cubano, exigindo que o governo da ilha "faça um acordo, antes que seja tarde demais". A intimidação, feita na rede Truth Social, tem um objetivo claro: usar a asfixia econômica como arma para impor a rendição política, cortando unilateralmente o fornecimento de petróleo e recursos financeiros que a Venezuela historicamente enviou a Cuba. Esta não é uma política externa, é um ato de terrorismo de Estado que visa causar fome e desespero para dobrar a vontade de um povo.
Trump celebrou com brutalidade o fim do envio de cerca de 35 mil barris diários de petróleo, declarando "NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO!". A chantagem é explícita: submeta-se aos interesses estadunidenses ou enfrente o colapso. Para justificar a agressão, ele repete a narrativa desgastada de "ditadores" e acusa Cuba de fornecer "serviços de segurança" à Venezuela, uma referência cínica à cooperação solidária entre os dois países. A mesma solidariedade que levou à morte de 32 cidadãos cubanos durante a operação militar ilegal dos EUA em Caracas, mortos que Trump desprezou ao chamá-los de "bandidos e extorsionistas".
A ameaça não para na economia. O presidente norte-americano, num delírio colonialista, declarou que os EUA agora "protegerão" a Venezuela, substituindo o papel de Cuba, e compartilhou publicações fantasiando que o secretário de Estado e ferrenho anticubano, Marco Rubio, filho de exilados, poderia se tornar "presidente de Cuba". O comentário de Trump, "Parece bom para mim!", revela o verdadeiro objetivo final: a imposição de um governo fantoche, anulando décadas de revolução e autodeterminação.
Embora afirme que uma intervenção militar direta seria desnecessária porque o regime "está pronto para cair", a estratégia de Trump é igualmente violenta: estrangular a ilha até a submissão. Esta ameaça ocorre no mesmo momento em que os EUA ordenam a retirada de seus cidadãos da Venezuela e manipulam o comércio de petróleo do país, demonstrando uma ofensiva coordenada contra todos os governos que desafiam seu domínio na região. A resposta de Cuba, como já anunciou o presidente Díaz-Canel, será de firmeza e resistência. A história mostra que o povo cubano não se curva a ameaças, e mais uma vez está preparado para defender sua pátria e sua soberania contra o imperialismo, custe o que custar. O tempo dirá se o império, mais uma vez, subestima a coragem de uma ilha que há 66 anos resiste a seu cerco.
Com informações da BBC
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