Com a saída de Haddad, Dario Durigan e Rogério Ceron devem assumir comando da economia
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1576 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O cenário econômico e político brasileiro entra em uma fase de transição estratégica com a confirmação da saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda em fevereiro de 2026. Após retornar de suas férias nesta segunda-feira (12), o ministro oficializou que deixará a Esplanada para se dedicar integralmente à coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula. A movimentação, antecipada pelos bastidores desde o final de 2025, visa blindar a economia de disputas eleitorais diretas e, ao mesmo tempo, fortalecer a articulação política do governo para o pleito de outubro.
Para o lugar de Haddad, o nome escolhido é o de Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta. Durigan, que já goza da total confiança de Lula e possui trânsito fluido no Congresso Nacional, representa a "transição suave" desejada pelo mercado financeiro. Com perfil técnico e discreto, o advogado e ex-diretor do WhatsApp terá o desafio de manter o cumprimento das metas fiscais e dar andamento às reformas estruturantes em um ano marcado pela volatilidade eleitoral. Para a vaga de "número 2" da Fazenda, o indicado deve ser Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional.
A saída de Haddad não significa apenas um papel nos bastidores. Embora o ministro resista à ideia de disputar cargos eletivos, o presidente Lula continua pressionando para que ele aceite ser o palanque do governo em São Paulo, seja como candidato ao governo estadual ou ao Senado. A intenção do Planalto é aproveitar o capital político acumulado por Haddad na Fazenda para enfrentar o avanço da extrema-direita no maior colégio eleitoral do país, especialmente diante das movimentações de Tarcísio de Freitas e da recente entrada de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Essa reforma ministerial, que deve se estender até abril, é parte de um redesenho mais amplo da Esplanada. Lula busca equilibrar as pastas para acomodar aliados e garantir que os ministros candidatos deixem seus postos dentro do prazo legal de desincompatibilização. A indicação de Durigan é lida como uma vitória da ala técnica do governo, assegurando que, apesar das mudanças de nomes, a espinha dorsal da política econômica — baseada no novo arcabouço fiscal — permanecerá inalterada até o fim do mandato.
Com a economia sob nova direção e Haddad focado na estratégia de 2026, o governo Lula entra definitivamente no modo eleitoral. O sucesso de Durigan na condução dos indicadores financeiros será o combustível necessário para que Haddad, no campo político, consiga vender a narrativa de estabilidade e crescimento que o presidente deseja levar para as urnas. O xadrez de Brasília está montado, e as peças começam a se mover com velocidade rumo ao embate decisivo de outubro.
Com informações da CNN
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