Esquema de fake news usou 36 milhões de seguidores para blindar o Banco Master
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1992 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Polícia Federal deflagrou uma investigação urgente para desarticular uma rede de influenciadores digitais suspeita de receber dinheiro para atacar o Banco Central. O esquema veio à tona após a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro, decidida pela autoridade monetária em novembro do ano passado. A ação do BC foi uma resposta necessária às fraudes financeiras identificadas pela PF, que já havia realizado operações contra o dono da instituição e seus diretores, expondo as entranhas de um sistema que agora tenta usar as redes sociais para se vitimizar e atacar as instituições do Estado.
O ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura do inquérito diante da gravidade das denúncias. Produtores de conteúdo revelaram que foram assediados para difundir uma narrativa mentirosa de que a liquidação do Master teria sido "precipitada". Essa tentativa de manipulação da opinião pública visa desacreditar o trabalho rigoroso de fiscalização, tentando salvar não apenas o Master, mas também outras instituições ligadas ao grupo, como a Reag e o Will Bank, que também sofreram intervenções devido a irregularidades sistêmicas.
Entre os nomes que trouxeram o caso a público estão influenciadores ligados à direita, como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite. Eles relataram ter recebido propostas para gravar vídeos que colocassem em xeque a decisão do Banco Central, servindo aos interesses da Corte e de banqueiros investigados. Mensagens interceptadas mostram a articulação entre assessores políticos e representantes de empresas interessadas em comprar vozes nas redes sociais para reverberar ataques coordenados contra a seriedade técnica da liquidação bancária.
A investigação ganha contornos alarmantes com a identificação, feita pela GloboNews, de publicações com teor idêntico em perfis que somam mais de 36 milhões de seguidores. O volume da audiência sugere uma estratégia de comunicação em massa, financiada para gerar instabilidade e proteger criminosos de colarinho branco. A PF agora foca em identificar os financiadores por trás desse "gabinete do ódio" financeiro, buscando confirmar se houve pagamento coordenado e qual a origem exata dos recursos usados para tentar calar a fiscalização federal.
Diferente da era de impunidade que alguns setores ainda tentam restaurar, as instituições brasileiras demonstram que o uso de "milícias digitais" para defender interesses escusos não ficará sem resposta. A tentativa de transformar uma medida prudencial de proteção ao sistema financeiro em uma "perseguição política" é uma tática manjada do bolsonarismo e seus aliados, que agora migra para o setor bancário. O inquérito busca garantir que a verdade prevaleça sobre narrativas compradas, protegendo a integridade do sistema financeiro nacional e o direito do cidadão à informação real.
A expectativa é que, com a quebra de sigilos e a análise das mensagens, a Polícia Federal chegue ao coração do esquema de corrupção da opinião pública. O caso reafirma a importância da regulação e da vigilância sobre o que é propagado por grandes contas nas redes sociais, que muitas vezes vendem opiniões como se fossem isentas, mas que na verdade atuam como braços de propaganda para golpistas e fraudadores. A democracia brasileira e suas instituições de controle seguem atentas para que ninguém, por mais rico ou influente que seja, esteja acima da lei.
Com informações do G1
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