Manobra no Congresso: Motta e Alcolumbre usam regimento para enterrar CPI do Master
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3637 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O comando do Congresso Nacional, sob a influência de figuras ligadas ao centrão e ao bolsonarismo, iniciou uma operação de blindagem para impedir a instalação de uma CPI exclusiva sobre o escândalo do Banco Master. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, têm agido nos bastidores para enterrar qualquer tentativa de investigação imediata. Motta chegou a usar desculpas regimentais, alegando falta de espaço e uma suposta "fila de prioridades" para evitar que os parlamentares coloquem as mãos nos documentos que podem incriminar figurões da direita.
A resistência de Davi Alcolumbre é outro entrave vergonhoso para a transparência. Mesmo com a pressão crescente para a criação de uma CPMI, que reuniria deputados e senadores e teria caminhos mais fáceis para sair do papel, o presidente do Congresso empurrou a decisão para depois do recesso. Essa tática de ganhar tempo é vista como uma tentativa clara de esfriar o assunto e proteger os interesses que gravitam em torno do sistema financeiro e de seus operadores políticos, que temem uma devassa em suas contas.
Enquanto a cúpula do Legislativo trabalha para proteger o banco, parlamentares progressistas buscam alternativas para não deixar o crime impune. Sem o apoio de Motta e Alcolumbre para uma comissão específica, a estratégia agora é incorporar as falhas e os desvios do Banco Master em outras investigações já existentes, como a CPI do Crime Organizado no Senado. Essa movimentação tenta contornar o bloqueio imposto por aqueles que, nos bastidores, parecem mais preocupados em garantir a impunidade do que em dar respostas à sociedade brasileira.
Além disso, a Comissão de Assuntos Econômicos criou um grupo paralelo para acompanhar o caso, mas a iniciativa nasce limitada, sem poderes de quebra de sigilo ou convocações oficiais. Essa falta de "dentes" na investigação é exatamente o que a direita deseja, mantendo o escândalo no campo dos debates informais enquanto as provas esfriam. A ausência de comentários oficiais por parte de Motta e Alcolumbre após serem procurados reforça o silêncio cúmplice que tomou conta das presidências das duas casas legislativas diante de um rombo bilionário.
A postura de barrar a CPI mostra como o parlamento ainda está impregnado por métodos que lembram o pior do período bolsonarista, onde as instituições eram usadas para esconder malfeitos de aliados. Ao travar a leitura do requerimento de uma CPMI, Alcolumbre ignora que esse tipo de comissão não depende de fila e poderia ser instalado imediatamente se houvesse vontade política. O que se vê, no entanto, é um jogo de empurra que beneficia diretamente os controladores do banco e os políticos envolvidos em suas articulações em Brasília.
O governo Lula, por meio de lideranças na Câmara, tem demonstrado cautela para evitar que o Legislativo se transforme em um palco de instabilidade desnecessária, mas a militância e o campo progressista seguem exigindo rigor. O combate à corrupção sistêmica e ao uso de bancos para lavagem de dinheiro exige que o Congresso pare de sabotar as investigações. A verdade sobre o Banco Master não pode ser enterrada por manobras de regimento ou por acordos de cúpula que visam apenas salvar a pele de quem lucrou com a omissão do Banco Central.
Com informações do Brtasil 247
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