Do armamento ao extermínio: como o discurso de ódio de Bolsonaro matou o cão Orelha
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3130 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O brutal assassinato do cão Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, não é um fato isolado, mas o sintoma purulento de uma sociedade infectada pelo fascínio da extrema direita pela violência. Cultores da morte, que durante anos apostaram na liberação escandalosa de armas e no incentivo ao ódio, colhem agora os frutos de uma política desprovida de humanidade. O cão, que era um símbolo de solidariedade local e cuidado por moradores, foi martirizado a pauladas por um bando de adolescentes que despiram a máscara do anonimato para revelar a face mais cruel do bolsonarismo: o desprezo absoluto pela vida.
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A raiz dessa barbárie está fincada na política machista, misógina e fascista de Jair Bolsonaro, que sempre se amparou na violência contra os mais vulneráveis. O aumento dilacerante dos feminicídios, o massacre contra a população preta e o escárnio com quem vive na invisibilidade social são partes do mesmo projeto que hoje vitima animais indefesos. Combater a humanização foi a base desse movimento que marcou o Brasil com o sangue dos inocentes, substituindo o argumento pela prepotência de quem se sente autorizado a exterminar o que considera "nada".
O bando que matou Orelha também tentou afogar outro cão, o Caramelo, demonstrando que a crueldade é o método pedagógico dessa juventude criada sob o signo das fake news e de discursos extremistas. Esses agressores são o subproduto de uma estratégia de poder que prostituiu até o nome de Deus em troca de controle social. A violência, que flui livremente das redes sociais para as ruas, encontrou na Praia Brava um cenário de horror onde a solidariedade de um aposentado que alimentava o animal foi esmagada pela bota do fanatismo e da intolerância.
É preciso enfrentar de frente o fenômeno da brutalidade que contaminou o tecido social brasileiro. O assassinato covarde de um animal comunitário é a expressão máxima do pus fascista que vem à tona: o ódio aos pobres, aos pretos, às mulheres e a tudo que represente afeto e cuidado coletivo. O anonimato das redes sociais, que serve de escudo para os arquitetos do ódio, falhou desta vez, deixando exposta a engrenagem de uma ideologia que só sabe destruir, seja por meio de leis armamentistas irracionais ou por pauladas em seres sencientes.
A morte violenta de Orelha exige uma reflexão profunda sobre o triste tempo em que vivemos. Enquanto a esquerda e o campo progressista lutam pela humanização e pela dignidade de todas as formas de vida, o bolsonarismo segue alimentando seus seguidores com o veneno da intolerância. Não se trata apenas de um crime de maus-tratos, mas de um ato político de barbárie que reflete a falência moral de quem abdicou da convivência democrática para abraçar a necro política. A justiça deve ser implacável para que o destino do cão Orelha não se torne a regra em um país que anseia por paz.
Que a memória do "cão de praia" sirva de combustível para a resistência contra essa corja que tenta transformar o Brasil em um cemitério de esperanças e de humanidade. O projeto fascista, que se alimenta da dor e da exclusão, encontra seu limite na indignação de um povo que não aceita mais a violência como linguagem. Orelha morreu por não ser "nada" na visão podre da elite de extrema direita, mas sua partida se torna um grito por justiça contra o sistema de ódio que Bolsonaro e sua prole ajudaram a construir.
Assista ao vídeo:
O cão comunitário Orelha, que vivia há dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, morreu após ser encontrado com ferimentos graves no início de janeiro. Exames indicaram maus-tratos.
— SBT News (@sbtnews) January 27, 2026
Saiba todos os detalhes no SBT Notícias #sbtnews pic.twitter.com/RyQoHk9Hb1
Com informações do DCM
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