Dono do Metrópoles usa portal para blindar políticos de direita no caso Banco Master
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981 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A mídia comercial, liderada pelo portal Metrópoles, promove uma ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal utilizando o caso do Banco Master como cortina de fumaça. O objetivo é proteger figuras do campo bolsonarista, como o governador Ibaneis Rocha, que ignorou o prejuízo de R$ 12 bilhões aos cofres públicos no DF. Jornalistas do veículo tentam desviar a atenção do esquema bilionário para atacar o PT e ministros da Suprema Corte, baseando-se em relatos anônimos e sem provas.
O dono do Metrópoles é o ex-senador Luiz Estevão, empresário ligado à extrema-direita e amigo íntimo de Ibaneis Rocha. Durante as investigações sobre o 8 de janeiro, mensagens revelaram a proximidade entre os dois, incluindo o momento em que o governador admitiu ter ido "tirar uma soneca" enquanto Brasília era vandalizada. Estevão, que cumpre o papel de braço midiático do bolsonarismo na capital, utiliza sua estrutura para retaliar aqueles que o investigam.
A biografia de Luiz Estevão é marcada por crimes contra o patrimônio público. Condenado a 31 anos de prisão pelo desvio de R$ 500 milhões nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, ele passou anos protelando sua execução penal. No cárcere, chegou a ser condenado por improbidade ao reformar ilegalmente sua própria cela na Papuda para obter privilégios, demonstrando total desrespeito pelas leis e pelas instituições brasileiras.
O rancor de Estevão contra o STF é pessoal e antigo. Ministros como Dias Toffoli e Edson Fachin foram os responsáveis por encerrar as manobras protelatórias que o mantinham em liberdade. Toffoli identificou o abuso de recursos para buscar a prescrição dos crimes, enquanto Fachin determinou sua prisão imediata em 2016. Desde então, o empresário transformou seu portal em uma ferramenta de ataque sistemático aos magistrados que garantiram sua punição.
A liberdade definitiva de Luiz Estevão só foi possível graças a um indulto de Natal assinado por Jair Bolsonaro no fim de 2022. O perdão presidencial livrou o aliado de suas condenações, selando uma relação de mútua proteção entre o clã bolsonarista e o empresário. Agora, em liberdade, Estevão retribui o favor utilizando o Metrópoles para blindar o governador do Distrito Federal e atacar o projeto democrático liderado pelo governo Lula.
O caso do Banco Master e a omissão de Ibaneis Rocha no BRB revelam como a estrutura do estado foi utilizada para favorecer interesses privados de aliados da direita. Enquanto o Metrópoles tenta criar factoides para desgastar o STF e o governo federal, os fatos mostram um emaranhado de corrupção e vingança coordenado por um condenado que foi perdoado pelo antigo regime para continuar operando nas sombras do poder.
Com informações do DCM
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