Haddad enquadra Faria Lima e expõe rombo de 200 bilhões deixado por Bolsonaro
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou do evento do BTG Pactual nesta terça-feira e não poupou palavras ao rebater a hipocrisia de setores da Faria Lima. Com dados contundentes, Haddad demonstrou que a equipe econômica do governo Lula conseguiu a façanha de reduzir o déficit público de 1,06% para 0,48% do PIB, mesmo enfrentando um cenário de terra arrasada. O ministro recordou que herdou um orçamento fictício, com um rombo real de R$ 200 bilhões, fruto da irresponsabilidade fiscal da gestão Bolsonaro, que deixou contas impagas e benefícios sem previsão orçamentária.
Haddad detalhou a herança maldita que incluiu R$ 63 bilhões de déficit nominal, R$ 44 bilhões em precatórios fruto da "PEC do calote" — considerada inconstitucional — e o reajuste do Bolsa Família que o governo anterior prometeu, mas não pagou. "É uma conta incontornável, não dá para jogar debaixo do tapete", disparou o ministro, criticando a seletividade da grande mídia e de analistas financeiros que ignoram esses problemas estruturais em seus editoriais agressivos contra a atual política fiscal do país.
Com uma postura firme, o ministro ressaltou que o governo reduziu o déficit primário em 70% na comparação com o desastroso período anterior. Ele ironizou os "especialistas de computador" que cobram medidas mágicas sem considerar a necessidade de negociação política com um Congresso que frequentemente aprova o aumento de despesas. "Eu sou um só", desabafou Haddad, evidenciando que, enquanto a elite financeira reclama no ar-condicionado, o governo trabalha arduamente para equilibrar as contas com responsabilidade social e técnica.
Um dos pontos altos da gestão destacados pelo ministro foi a Reforma Tributária sobre o consumo, que iniciou sua fase de testes agora em 2026. Haddad classificou o avanço como o aspecto mais "impressionante" do governo até aqui, fruto de uma construção colaborativa inédita com o Legislativo. A implementação gradual, prevista para se consolidar até 2033, promete modernizar o sistema brasileiro e corrigir distorções históricas que favoreciam poucos em detrimento da maioria da população trabalhadora.
Sobre a dívida pública, o ministro explicou que o estoque de R$ 8,635 trilhões reflete a complexidade de gerir as finanças de um país que foi sucateado institucionalmente. Haddad reforçou que o aumento observado em 2025 é fruto de um desafio hercúleo para manter o Estado funcionando enquanto se paga a conta dos desmandos passados. Ele defendeu que a discussão sobre a dívida precisa de profundidade e honestidade intelectual, longe da desinformação que muitas vezes pauta o debate econômico nacional.
Encerrando sua participação, Haddad reiterou o foco do governo Lula em soluções sustentáveis de longo prazo. Ao enfrentar de frente os interesses da Faria Lima e expor as vísceras do orçamento herdado, o ministro reafirmou que o compromisso deste governo é com a verdade dos números e o bem-estar do povo brasileiro. A mensagem foi clara: o tempo da economia baseada em "calotes" e maquiagem contábil acabou, dando lugar a uma gestão que encara os problemas estruturais com coragem e competência.
Assista ao vídeo:
Em evento com a elite da Faria Lima, Haddad respondeu alguns críticos: argumentou que desconsideram a parte política da política fiscal e tiram números de contexto para negar avanços do governo.
— Pedro Menezes (@P_droMenezes) February 10, 2026
Pessoalmente, acho justo e pertinente, por isso cortei e legendei (via YT do @UOL): pic.twitter.com/Ug3bHjfuQf
Com informações do DCM
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