Republicanos tentam punir Bad Bunny e emissoras após show histórico no Super Bowl
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1308 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A extrema-direita dos Estados Unidos, liderada por parlamentares do Partido Republicano, iniciou uma ofensiva autoritária contra o cantor porto-riquenho Bad Bunny, a NFL e a rede NBC. O motivo é a histórica apresentação do artista no intervalo do Super Bowl, que celebrou a cultura latina para milhões de espectadores. Incomodados com o protagonismo hispânico, os congressistas exigem que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) aplique multas pesadas e sanções, alegando que as letras das músicas — cantadas em espanhol — seriam inadequadas e violariam leis de radiodifusão quando traduzidas para o inglês.
O deputado republicano Randy Fine, um dos porta-vozes desse movimento conservador, utilizou o episódio para destilar preconceito e xenofobia. Em suas redes sociais, Fine classificou a performance como "obscenidade pornográfica" e chegou a sugerir que o dia seria ideal para "prender e deportar imigrantes", atacando diretamente o público que se identificou com a cultura do artista. Essa retórica agressiva, típica de aliados de Donald Trump, tenta criminalizar a livre expressão artística sob o pretexto de proteger a "moralidade" da televisão aberta americana.
Além das multas, os republicanos enviaram uma carta ao presidente da FCC, Brendan Carr — conhecido por suas posições conservadoras —, pedindo medidas extremas como a revisão das licenças de transmissão tanto da NFL quanto da emissora NBC. O parlamentar Andy Ogles endossou o coro puritano, solicitando uma investigação formal por considerar que o show "glorificava a depravação". Esse tipo de pressão política visa intimidar grandes corporações e artistas que ousam dar visibilidade a identidades que fogem ao padrão tradicional defendido pela direita radical.
A controvérsia revela um profundo preconceito linguístico, já que o conteúdo só passou a ser rotulado como "problemático" após ser traduzido e tirado de contexto pelos políticos. Enquanto os organizadores do evento descreveram o show de 13 minutos como uma celebração vibrante de Porto Rico, os republicanos preferem focar em expressões isoladas para justificar pedidos de prisão e censura. É mais um capítulo da guerra cultural movida pelo bolsonarismo americano, que utiliza o aparato estatal para perseguir minorias e manifestações populares.
O histórico de Brendan Carr na FCC preocupa defensores da liberdade de expressão, pois ele pode ceder ao clamor da sua base aliada para aplicar punições inéditas. O ataque coordenado a Bad Bunny não é apenas uma crítica musical, mas um projeto de silenciamento de uma das comunidades que mais cresce nos Estados Unidos. Ao pedir a revisão de licenças de TV por causa de um show de entretenimento, os parlamentares republicanos demonstram um desprezo perigoso pelas normas democráticas e pela diversidade que compõe a sociedade contemporânea.
Apesar da sanha punitivista, a apresentação de Bad Bunny foi amplamente aclamada pelo público latino, servindo como um marco de resistência e orgulho. O desfecho dessa pressão na FCC será um termômetro para medir o nível de tolerância das instituições americanas diante do avanço do radicalismo conservador. Enquanto a direita tenta prender e censurar, a arte segue expondo a fragilidade de políticos que temem o poder da cultura popular e a força da imigração no desenvolvimento do país.
Veja a publicação de um deputado republicano no X:
Today would be a great day to round up and deport illegals.
— Congressman Randy Fine (@RepFine) February 10, 2026
Especially those who liked "Bad Bunny"'s filth.
ALL of them.
NO EXCEPTIONS. https://t.co/uvAt1FrTdh
Com informações do DCM
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