Esposa de Ramagem chama dever de trabalhar presencialmente de "perseguição política"
Compartilhe
3360 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A casta ligada ao bolsonarismo parece não aceitar o fim dos privilégios e o retorno à realidade do serviço público. A procuradora Rebeca Ramagem, servidora da PGE de Roraima e esposa do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, utilizou suas redes sociais para classificar como “perseguição política” a ordem para retomar o trabalho presencial. Morando confortavelmente em Miami, nos Estados Unidos, com a família, a servidora atacou o procurador-geral Tyrone Mourão, acusando-o de tomar uma medida “desproporcional e arbitrária” ao suspender o teletrabalho que ela usufruía.
A defesa de Rebeca ignora as necessidades administrativas do estado de Roraima e foca em uma suposta modernidade digital para justificar sua permanência no exterior. Segundo ela, como os sistemas judiciais são online, não haveria justificativa para a presença física. No entanto, o que a procuradora chama de "natureza remota" é visto por muitos como uma forma de manter um salário bruto nababesco de R$ 46 mil mensais — pago pelo povo roraimense — sem sequer pisar em solo brasileiro.
A situação de Rebeca Ramagem é cercada de polêmicas que vão além da escala de trabalho. A servidora está afastada de suas funções há mais de três meses; ela iniciou férias em novembro, viajou para os Estados Unidos e, em seguida, emendou um atestado para licença médica aceito em dezembro. Essa sequência de afastamentos, somada à residência fixa em outro país, levanta sérios questionamentos sobre o compromisso com a função pública que exerce. Vale lembrar que seu salário foi suspenso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito das investigações que cercam seu núcleo familiar.
O contexto político da família Ramagem também é marcado por acertos de contas com a justiça. Enquanto Rebeca reclama da "arbitrariedade" de ter que trabalhar no escritório, seu marido, Alexandre Ramagem, enfrenta as consequências de seus atos contra a democracia brasileira: foi condenado a 16 anos de prisão, teve o mandato cassado pela Câmara e a prisão decretada. A narrativa de "perseguição" utilizada pela procuradora parece ser a última cartada de um grupo que viu o poder e as facilidades institucionais desmoronarem diante da lei.
A alegação de que "um terço dos procuradores" atua remotamente não sustenta a manutenção de um benefício que permite a um servidor viver em outro continente enquanto o estado que o remunera enfrenta desafios administrativos imensos. A tentativa de Rebeca de transformar uma regra básica de gestão de pessoal em um ato de perseguição política é uma tática comum entre aqueles que se sentem donos da máquina pública e se recusam a prestar contas à sociedade que financia seus altos rendimentos.
Até o momento, a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima não se manifestou sobre as ofensas proferidas pela servidora. O caso de Rebeca Ramagem torna-se um símbolo da resistência de setores privilegiados que, durante anos, operaram sob a sombra da impunidade e do descaso com o dinheiro público, e que agora reagem com ataques quando obrigados a seguir os mesmos deveres de qualquer trabalhador brasileiro.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
