Ministro de Bolsonaro no STF salva Campos Neto de depor sobre falhas no Banco Central
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3026 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O cerco para proteger os aliados de Jair Bolsonaro ganhou mais um capítulo escandaloso no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça, conhecido por sua fidelidade ao ex-presidente, blindou Roberto Campos Neto, ex-chefe do Banco Central, desobrigando-o de depor na CPI do Crime Organizado. Campos Neto deveria explicar as graves falhas de fiscalização que permitiram a lavagem de dinheiro e transações suspeitas no Banco Master, mas, graças à canetada de Mendonça, ele agora tem o "direito ao silêncio", esvaziando uma investigação crucial para o país.
A decisão de Mendonça não é apenas um favor jurídico, mas uma demonstração clara de seletividade e perseguição política. Enquanto o ministro facilita a vida de figuras ligadas ao bolsonarismo e ao setor financeiro investigado, ele não hesita em autorizar quebras de sigilo contra familiares do presidente Lula. Esse "manto protetor" estendido a Campos Neto impede que a sociedade compreenda como o sistema bancário brasileiro abriu brechas alarmantes para o crime organizado durante a gestão indicada pelo governo anterior.
O senador Jaques Wagner, autor do requerimento, classificava a oitiva como indispensável para esclarecer as omissões do Banco Central entre 2019 e 2024. No entanto, o "método Mendonça" transformou uma convocação obrigatória em um convite facultativo, garantindo que o ex-presidente do BC não precise se incriminar. É o uso do cargo no STF para garantir que esquemas nebulosos permaneçam na sombra, protegendo a elite econômica que financiou e sustentou o projeto político da extrema direita.
Essa blindagem sistemática atinge também o setor evangélico e banqueiros doadores de campanha, como o pastor Fabiano Zettel, que já havia sido salvo pelo ministro de prestar contas à justiça. Mendonça consolida um padrão de "dois pesos e duas medidas": rigor máximo e invasão de privacidade para os adversários do campo progressista, e silêncio obsequioso com garantia de impunidade para os amigos do "capitão". A justiça, nas mãos do ministro, parece ter lado e cor política bem definidos.
Ao travar a ida de Campos Neto à CPI, o Judiciário brasileiro, representado por sua ala mais ideológica, presta um desserviço à democracia e ao combate à corrupção real. As brechas no Sistema Financeiro Nacional não são meros erros administrativos, mas falhas que podem ter alimentado organizações criminosas. Impedir esse depoimento é uma afronta ao Congresso Nacional e uma tentativa deliberada de enterrar provas que ligam a gestão técnica do bolsonarismo a omissões imperdoáveis.
A indignação nos corredores de Brasília cresce diante dessa seletividade jurídica agressiva. Enquanto o governo Lula busca transparência e reconstrução das instituições, setores do STF agem como um bunker de defesa para aqueles que deveriam ser os primeiros a dar explicações. O povo brasileiro assiste a mais uma manobra para salvar a pele de quem permitiu que o sistema monetário fosse usado para fins ilícitos, reafirmando que, para o bolsonarismo, a lei é apenas uma ferramenta de proteção para os seus.
Com informações da Fórum
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