OMISSÃO PERIGOSA: PGR de Gonet tentou adiar prisões mesmo com risco para alvos de Vorcaro
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2329 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A inércia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sob o comando de Paulo Gonet Branco quase custou caro à segurança de jornalistas e autoridades. Nesta quarta-feira (4), a operação que levou o banqueiro Daniel Vorcaro à prisão revelou um descompasso inaceitável entre a urgência da realidade e a burocracia do órgão. Enquanto a Polícia Federal alertava para planos iminentes de violência física e invasão de sistemas internacionais, Gonet pediu mais tempo, alegando que 72 horas eram insuficientes para analisar o caso. Essa postura "tartaruga" diante de ameaças letais levanta um alerta sobre a quem interessa essa lentidão.
O ministro André Mendonça, em uma rara e necessária demonstração de firmeza, lamentou publicamente a omissão da PGR e negou o pedido de adiamento. Mendonça deixou claro que o suposto cuidado com o direito dos investigados não pode servir de escudo para ignorar o risco de vida de terceiros. A decisão de avançar com as prisões sem esperar pela PGR foi um ato de sobrevivência democrática, impedindo que o "cronômetro da morte" disparado pelo grupo criminoso de Vorcaro chegasse ao fim.
O histórico de Gonet começa a preocupar quem espera um combate rigoroso ao bolsonarismo e ao crime organizado. Embora a PGR tenha sido técnica no caso da tentativa de golpe de Estado, no episódio Vorcaro o órgão pareceu ressuscitar uma ingenuidade perigosa. Diminuir a gravidade de planos de espancamento e hackeamento de sistemas da Interpol e do FBI é um erro que a justiça brasileira não pode cometer, especialmente quando as milícias de colarinho branco se tornam cada vez mais sofisticadas e violentas.
Não é a primeira vez que a PGR tenta frear medidas cautelares em casos sensíveis. Essa tendência de olhar para crimes urgentes com um distanciamento burocrático ignora que, no mundo real, a justiça que tarda pode ser letal. O titular da ação penal não pode atuar como um espectador de camarote enquanto o país enfrenta esquemas bilionários de lavagem de dinheiro e agressão física. A agilidade, nestes contextos, é a maior prova de compromisso com a vida e com o Estado de Direito.
A operação de hoje foi uma vitória da Polícia Federal e do Judiciário sobre a paralisia institucional. A sociedade, especialmente os profissionais de imprensa que estavam na mira de Vorcaro e seus capangas, não pode ficar refém de prazos que ignoram a iminência do perigo. A PGR precisa urgentemente alinhar sua caneta à velocidade das ameaças que se propõe a combater, sob o risco de se tornar irrelevante ou, pior, um obstáculo no combate à criminalidade de alta periculosidade.
O recado de Mendonça foi um corretivo necessário: o zelo jurídico não é inimigo da pressa quando vidas estão em jogo. O Brasil não aceita mais a política de "passar o pano" ou de ganhar tempo para quem usa a força bruta e o hackeamento para silenciar adversários. Que a caneta de Gonet aprenda a pulsar no ritmo das urgências democráticas antes que a próxima ameaça bata à porta sem que ninguém responda.
Com informações da Fórum
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