Aliança progressista: Brasil e Espanha traçam plano para frear ataques ao Irã
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1908 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O protagonismo do presidente Lula na busca pela paz global ganhou um reforço de peso nesta quarta-feira (4). Em um movimento que isola a sanha belicista da extrema-direita, o primeiro-ministro da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, anunciou que está em sintonia total com o líder brasileiro para exigir o fim imediato da agressão de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Enquanto Donald Trump ataca a soberania europeia e ameaça invadir bases militares aliadas, Lula e Sánchez preparam uma cúpula bilateral para o dia 17 de abril, em Barcelona, com o objetivo de traçar uma estratégia internacional baseada no direito e no diálogo, longe das bombas de Washington.
A postura altiva da Espanha, que vetou o uso de suas bases militares para os ataques de Trump, enfureceu o republicano. Ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente estadunidense disparou ameaças de retaliação econômica e sugeriu que pode violar a soberania espanhola à força. Essa retórica de "xerife do mundo", que tanto agrada aos órfãos do bolsonarismo no Brasil, encontra em Pedro Sánchez uma barreira ética: o premiê espanhol reiterou que é possível se opor a regimes autoritários sem recorrer a intervenções militares injustificadas que colocam o planeta à beira de uma catástrofe.
Veja o vídeo:
Acabo de hablar con el presidente @LulaOficial sobre la situación en Oriente Medio.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 4, 2026
Ambos compartimos nuestro deseo de que cese la guerra y se inicie cuanto antes una negociación en el marco de la legalidad internacional.
Trabajaremos juntos para ese futuro y además…
Enquanto a diplomacia do ódio de Trump tenta dobrar a Europa, o cenário no Oriente Médio se torna cada vez mais perigoso. Em Riad, a embaixada dos EUA ficou em chamas após um ataque de drones, parte da contraofensiva iraniana contra países que abrigam bases americanas. O incidente, que não deixou vítimas mas causou danos materiais, é o reflexo direto da política de agressão iniciada no último sábado. A urgência da "desescalada" pregada por Lula e Sánchez torna-se vital à medida que as representações diplomáticas entram no alvo do conflito.
????Fuerza, Presidente Sánchez. Fuerza, querida España.
— Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt (@FranceskAlbs) March 3, 2026
Los pueblos de Europa no quieren ser cómplices de un sistema que mata niños y protege a quienes lucran con su sangre. Europa merece algo mejor, y Vos ya sos parte de ese cambio. Gracias. https://t.co/b9gRVH9o7p
Para o governo Lula, a aliança com a Espanha fortalece a voz do Sul Global e das lideranças progressistas europeias contra o unilateralismo destrutivo de Trump. Diferente da submissão vergonhosa do governo anterior aos interesses da Casa Branca, o Brasil hoje lidera frentes de negociação que buscam o respeito ao direito internacional. A cúpula em Barcelona será o palco para mostrar que o mundo não aceita mais ser refém de chantagens econômicas ou demonstrações de força bruta de líderes que desprezam a diplomacia.
A resistência de Sánchez em não ceder as bases militares espanholas é um marco de soberania que ressoa com a política externa ativa e altiva do Itamaraty. Ao defender que a Europa precisa estar presente na retomada do diálogo, o premiê espanhol estende a mão a Lula para evitar que o conflito se transforme em uma guerra mundial de proporções impensáveis. A parceria entre Brasília e Madri surge como o último bastião de sanidade em um tabuleiro internacional dominado pela truculência de figuras como Trump e seus secretários sedentos por guerra.
Se puede estar contra un régimen odioso y, a la vez, contra una intervención militar injustificada y peligrosa.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 1, 2026
Apelo nuevamente a la desescalada inmediata, al respeto al derecho internacional y la urgencia de retomar el diálogo.
Ahí estará España. Y ahí debe estar Europa. pic.twitter.com/mWYTmD7jWG
A articulação entre os dois líderes prova que a solução para as crises globais passa pela união de forças democráticas e pelo fortalecimento das instâncias multilaterais. Enquanto o "império" ameaça amigos e incendeia regiões, Lula e Sánchez trabalham para que o futuro seja decidido em mesas de negociação, e não em campos de batalha. O encontro de abril promete ser um divisor de águas, reafirmando que a paz é uma construção coletiva que exige coragem para dizer "não" aos abusos de poder.
Embaixada americana fica em chamas na Árabia Saudita após ofensiva iraniana:
US Embassy in Riyadh.. pic.twitter.com/mOuS5YO9K8
— Iran Military Daily (@Iranmilitary24) March 2, 2026
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