Trump afirma que sucessor de Khamenei "não vai durar" sem aval dos EUA
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4121 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Em mais uma demonstração de arrogância imperialista que ignora as leis internacionais e o direito à autodeterminação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou abertamente que pretende interferir na sucessão do comando iraniano. Em entrevista à rede ABC News, o republicano afirmou que o próximo líder supremo do Irã "não vai durar muito" caso não receba a aprovação de Washington. A fala criminosa ocorre em um momento de extrema fragilidade na região, logo após a morte de Ali Khamenei em bombardeios realizados contra Teerã no final de fevereiro.
A postura de Trump é um ataque frontal à soberania nacional do Irã, tratando uma nação milenar como se fosse um protetorado norte-americano. O processo de escolha do novo líder é uma competência exclusiva da Assembleia dos Especialistas, órgão composto por 88 aiatolás que representam a estrutura religiosa e política do país. Ao exigir que o sucessor obtenha o "aval" da Casa Branca, Trump sinaliza que os EUA estão dispostos a usar a força militar para derrubar qualquer governante que não se curve aos interesses de Washington.
A resposta de Teerã foi imediata e firme, reafirmando que a escolha do novo líder é uma decisão interna e soberana. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, repudiou a tentativa de ingerência, destacando que nenhum país estrangeiro tem o direito de se envolver nos processos políticos iranianos. A comunidade internacional observa com temor essa escalada autoritária de Trump, que parece ignorar as consequências diplomáticas e humanitárias de suas ameaças de desestabilização em uma das regiões mais voláteis do planeta.
O histórico de intervenções desastrosas dos Estados Unidos no Oriente Médio ganha agora um novo e perigoso capítulo sob a gestão Trump. Ao dizer que o novo líder "precisa se envolver pessoalmente" com as exigências americanas, o presidente dos EUA tenta institucionalizar o golpe de Estado como política externa oficial. É a lógica da "bomba atômica" e do medo sendo usada para tentar dobrar povos que lutam por sua independência, em um claro desrespeito à Carta das Nações Unidas.
Essa política de "aprovação de Washington" é o que a esquerda e os movimentos de resistência global denunciam há décadas como a face mais perversa do domínio estadunidense. Enquanto o Irã busca estabilizar sua governança após um ataque brutal à sua capital, Trump utiliza os microfones da imprensa para incitar conflitos e ameaçar a vida de futuras autoridades. A luta pela soberania nacional nunca foi tão urgente diante de um líder que acredita poder decidir o destino de todos os países do mundo através da intimidação.
A resistência iraniana e a solidariedade dos povos soberanos são as únicas barreiras contra esse avanço desenfreado do autoritarismo de Trump. O destino do Irã pertence ao povo iraniano, e qualquer tentativa de imposição externa deve ser denunciada como um ato de agressão imperialista. O mundo precisa ficar alerta: o que Trump está tentando fazer no Irã é o que a extrema-direita e seus lacaios tentam repetir em todas as nações que não aceitam a submissão aos interesses de uma única potência.
Assista ao vídeo:
Com informações do DCM
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