Especialista aponta que desregulação de Paulo Guedes favoreceu crescimento do Banco Master
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2490 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O advogado e cientista político Jorge Folena trouxe à tona uma análise contundente que liga o crescimento meteórico do Banco Master ao projeto de desmonte do Estado promovido por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Em entrevista à TV 247, Folena destacou que a instituição, anteriormente conhecida como o modesto Banco Máximo, só ganhou projeção nacional a partir de 2019. Para o especialista, esse fenômeno não foi fruto de mérito técnico isolado, mas sim das "facilidades" criadas por um Banco Central alinhado a um governo que atuou sistematicamente para reduzir a fiscalização sobre o sistema financeiro.
A expansão do Master teria ocorrido sob o manto da chamada Lei da Liberdade Econômica, um dos pilares da gestão Guedes. Segundo Folena, essa legislação não trouxe apenas desburocratização, mas serviu como um salvo-conduto para que o poder público deixasse de fiscalizar atividades sensíveis. Ao extinguir ministérios como o do Trabalho e o da Previdência Social, fundindo-os em um "super Ministério da Economia", o governo Bolsonaro desaparelhou órgãos de controle essenciais, permitindo que o ilícito ocupasse espaços dentro das atividades formais da economia brasileira.
Folena é enfático ao afirmar que não se pode discutir as investigações atuais contra o controlador do banco, Daniel Vorcaro, sem citar os nomes de Bolsonaro e Paulo Guedes. A política de "Estado mínimo" para o povo e de "máxima liberdade" para setores bancários amigos criou o ambiente perfeito para que instituições ganhassem poder sem o devido rigor regulatório. Para o cientista político, o crescimento do Master está intrinsecamente inserido nesse contexto de enfraquecimento das estruturas de supervisão estatal, o que exige que o debate público alcance os verdadeiros mentores desse ambiente de desregulação.
O desaparelhamento do Estado é apontado como a chave para entender como atividades irregulares podem ter se infiltrado na economia formal durante o governo anterior. Quando o governo retira os mecanismos de freios e contrapesos, o caminho fica livre para que interesses escusos ganhem roupagem institucional. Folena defende que a trajetória do Banco Master precisa ser reavaliada à luz desse cenário político, onde o enfraquecimento das instituições de controle foi uma política de Estado deliberada para beneficiar determinados grupos financeiros em detrimento da soberania nacional e da segurança pública.
A análise reforça a tese de que o bolsonarismo não foi apenas um fenômeno ideológico, mas um projeto econômico de entrega do país a interesses privados sem qualquer vigilância. Investigar as origens do Banco Master é, portanto, investigar as digitais de Paulo Guedes na criação de um sistema financeiro cada vez mais opaco e menos comprometido com as leis do país. A soberania brasileira depende da reconstrução desses órgãos de fiscalização que foram propositalmente destruídos para permitir a ascensão de impérios financeiros sob suspeita.
Veja o vídeo:
Com informações do Brasil 247
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