Trump ameaça varrer parte do mundo do mapa após Irã reagir a massacres
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2217 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A política externa baseada no sangue e na pólvora de Donald Trump e Israel levou o mundo a um beco sem saída perigoso. Após o início de uma ofensiva criminosa que já vitimou 1.332 civis iranianos e deixou milhares de feridos desde fevereiro, o Irã subiu o tom. A Guarda Revolucionária alertou que, se os ataques não cessarem imediatamente, o país bloqueará o fluxo de petróleo em todo o Oriente Médio. A medida atingiria em cheio o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, transformando a guerra de Trump em uma catástrofe econômica sem precedentes para o planeta.
Em vez de buscar a diplomacia, como defende o presidente Lula para evitar o sofrimento humano, Trump reagiu com a truculência típica da extrema-direita. O líder norte-americano afirmou que, caso o tráfego de petroleiros seja interrompido, os bombardeios serão amplificados de forma devastadora. Em redes sociais, Trump chegou a ameaçar o Irã com ataques "vinte vezes mais fortes", prometendo atingir a região com uma força que tornaria "impossível a recuperação". Essa retórica belicista ignora as vidas perdidas e foca apenas na manutenção do poder pela força bruta.
Enquanto Trump fantasia com uma vitória rápida em quatro semanas, a realidade no Estreito de Ormuz já é de paralisia. Há mais de sete dias que navios petroleiros não conseguem atravessar a rota, o que forçou grandes produtores a suspenderem a extração por falta de espaço para armazenamento. Para o Irã, as palavras de Trump são "absurdas", e o governo de Teerã deixou claro que quem determinará o fim das hostilidades não será Washington. A soberania ferida e o luto pelas vítimas civis alimentam uma resistência que a arrogância imperialista de Trump parece não conseguir calcular.
A desconfiança iraniana em relação aos Estados Unidos atingiu o ponto de ruptura. O chanceler Abbas Araqchi descartou qualquer chance de diálogo imediato, lembrando que o governo Trump optou pelo ataque mesmo após avanços significativos em rodadas de negociação anteriores. É o resultado direto de uma gestão que rasga acordos e prefere a intimidação ao respeito mútuo. Para o Irã, sentar à mesa com quem bombardeia cidades e mata inocentes não é mais uma opção, deixando a comunidade internacional sob a sombra de um conflito que pode fugir do controle a qualquer momento.
A escalada desenfreada de Trump e seus aliados em Israel coloca em xeque a estabilidade do mercado energético global e a segurança de milhões de pessoas. Enquanto líderes progressistas ao redor do globo pedem cessar-fogo e respeito aos direitos humanos, a extrema-direita mundial celebra a demonstração de força, mesmo que isso custe o desabastecimento de combustível e o aumento generalizado de preços para os trabalhadores. O cenário em Teerã é de destruição, e a resposta iraniana promete atingir o coração do sistema financeiro que sustenta as guerras do "norte global".
O mundo assiste agora a um jogo de forças onde o petróleo é usado como escudo e os mísseis como linguagem única. O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, mantém sua postura histórica de defesa da paz e repúdio a agressões unilaterais que ignoram a ONU e a soberania dos estados. Se Trump seguir com sua política de "terra arrasada", o custo não será pago apenas pelo Irã, mas por cada cidadão que verá o impacto dessa guerra insana nas bombas de combustível e nas prateleiras dos supermercados.
Com informações do Brasil 247
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