Irã corta diálogo com Washington e promete resistência longa.Não haverá paz sob bombardeio
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1941 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A política externa agressiva e desastrosa de Donald Trump mergulhou o Oriente Médio em um banho de sangue sem precedentes, desmentindo suas próprias promessas de uma solução rápida. Enquanto o presidente norte-americano bravateia na Flórida sobre uma vitória iminente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deixou claro que o país está preparado para uma resistência de longo prazo. Teerã descartou qualquer negociação com Washington, citando a "experiência amarga" de diálogos anteriores que terminaram em traição e novos ataques, provando que a diplomacia de gabinete deu lugar aos mísseis sob o comando da extrema-direita global.
A retórica belicista de Trump, que ameaça ataques de dimensão "incalculável", já provoca ondas de choque na economia mundial, com o barril do petróleo ultrapassando os US$ 100 e gerando inflação galopante. Para tentar conter o desastre que ele mesmo ajudou a criar, Trump agora ensaia suspender sanções após conversas com Vladimir Putin, em mais uma manobra contraditória. No Estreito de Ormuz, ponto vital por onde passa 20% do petróleo do planeta, o Irã mantém a pressão contra embarcações aliadas dos EUA, enquanto líderes europeus, como Emmanuel Macron, tentam organizar missões defensivas desesperadas para evitar o colapso total do abastecimento global.
O custo humano dessa ofensiva americano-israelense é devastador e atinge diretamente a população civil. No Líbano, os ataques israelenses já mataram quase 500 pessoas e feriram mais de 1.300 em poucos dias, forçando centenas de milhares a fugirem de suas casas. Relatos dramáticos de famílias dormindo em calçadas sem comida evidenciam a crueldade de um conflito que ignora o direito internacional. Enquanto isso, no Irã, o novo líder Mojtaba Khamenei assume o poder em meio a bombardeios em Khomein e na capital, consolidando uma linha-dura que promete não recuar diante das ameaças imperiais que Trump classifica, com deboche, como "peso leve".
A guerra se expande como um rastro de pólvora, atingindo Emirados Árabes, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait, que relatam interceptações constantes de drones e mísseis. A instabilidade gerada por essa coalizão militar trava o sistema bancário iraniano e faz com que cidadãos comuns percam o acesso a dinheiro em espécie, sobrevivendo da solidariedade comunitária em pleno mês sagrado do Ramadã. É o retrato de um mundo sob a bota de líderes que preferem o espetáculo da destruição à estabilidade democrática, transformando o cotidiano de milhões em um cenário de privação e medo constante.
Dentro do Irã, a Guarda Revolucionária ironiza as garantias de Trump, afirmando que quem determinará o fim das hostilidades será a resistência local, e não Washington. A resistência do povo iraniano e libanês contra o que chamam de agressão imperialista ganha força, enquanto a Síria também entra no radar de tensões fronteiriças. O conflito, que Trump prometeu resolver em "curto prazo", demonstra ser uma ferida aberta que sangra a economia e a dignidade humana, expondo a falência de uma política externa baseada na força bruta e na negação da soberania dos povos do Sul Global.
O cenário atual mostra que a arrogância de Trump e de seus aliados de extrema-direita apenas fortalece o ciclo de violência e incerteza. Enquanto líderes progressistas defendem a paz e a cooperação internacional, o eixo Washington-Israel insiste em bombardeios que atingem lançadores de mísseis e áreas civis indistintamente. A verdade é que a "paz" prometida por Trump é construída sobre escombros, e o mundo agora paga o preço alto de uma guerra que parece estar longe de terminar, apesar de toda a propaganda triunfalista vinda da Flórida.
Com informações da Fórum
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