Conselho de Segurança blinda EUA e Israel após massacre que matou aiatolá no Irã
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1391 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O Conselho de Segurança da ONU protagonizou, nesta quarta-feira (11), mais um episódio de submissão aos interesses das potências ocidentais ao aprovar uma resolução que condena a resposta militar do Irã contra alvos dos Estados Unidos e de Israel. De forma vergonhosa e parcial, o texto omite completamente as agressões covardes lançadas por Washington e Tel Aviv, que deram início ao conflito atual. A resolução, apresentada pelo Bahrein, contou com a conivência do órgão, enquanto nações que defendem a soberania, como China e Rússia, optaram pela abstenção em protesto à natureza caolha do documento.
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A atual crise é fruto direto de uma operação criminosa conduzida conjuntamente pelos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu no último dia 28 de fevereiro. Sob o pretexto cínico de "eliminar ameaças", o imperialismo ianque promoveu o assassinato do aiatolá Ali Khamenei e de diversos oficiais de alta patente em solo iraniano. Trata-se de um ato de terrorismo de Estado que ignora as leis internacionais e o direito à soberania dos povos, revelando a face mais cruel do bolsonarismo internacional, que não hesita em derramar sangue para impor sua vontade no Oriente Médio.
Após o ataque que vitimou o líder supremo e desestabilizou a região, o Irã exerceu seu legítimo direito de defesa ao lançar ondas de mísseis contra as bases militares que sustentam a ocupação e o monitoramento estrangeiro. A escolha de Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país reforça a resiliência do povo persa diante da tentativa de decapitação de seu comando. No entanto, o Conselho de Segurança preferiu ignorar a causa do conflito — a agressão inicial de EUA e Israel — para focar apenas na reação proporcional de um país que teve seu território violado e seus líderes executados.
A postura da ONU demonstra o aparelhamento das instituições internacionais por forças que buscam perpetuar a dominação global através da força bruta. Ao silenciar sobre o assassinato de uma autoridade estrangeira, o Conselho de Segurança abre um precedente perigoso onde potências nucleares podem atacar nações soberanas com total impunidade. Enquanto o governo brasileiro e o campo progressista defendem a paz e a justiça, a diplomacia do Bahrein, alinhada aos interesses de Washington, serviu de ponta de lança para um texto que busca transformar a vítima em agressor.
A omissão do massacre cometido em 28 de fevereiro é uma afronta à verdade histórica. O mundo observa que a "ordem baseada em regras", tão pregada pela mídia liberal, só se aplica quando convém aos Estados Unidos. Quando líderes iranianos são assassinados em operações militares clandestinas, a "comunidade internacional" comandada por Washington se cala. Quando o Irã reage para proteger suas fronteiras e honrar seus mortos, a mesma comunidade corre para aprovar resoluções condenatórias.
A paz no Oriente Médio só será possível quando houver o reconhecimento do direito à autodeterminação e o fim das intervenções militares assassinas. O Brasil, sob a liderança de Lula, segue defendendo a multipolaridade e o fim da política do "porrete" que Trump tenta restabelecer globalmente. O sangue derramado no Irã e a parcialidade da ONU mostram que a luta por uma ordem mundial justa e equilibrada é mais urgente do que nunca, contra aqueles que lucram com a guerra e com a morte de inocentes.
Com informações do Brasil 247
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