R$ 50 milhões em propina: mensagens ligam Antônio Rueda a mafiosos foragidos do setor de petróleo
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2628 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A lama da corrupção volta a transbordar sobre o União Brasil, partido que serve de abrigo para o que há de mais retrógrado na política nacional. O novo escândalo envolve o presidente da legenda, Antônio Rueda, flagrado em conversas com criminosos foragidos da "máfia dos combustíveis". O esquema, batizado de "corredor do Amapá", utilizava benefícios fiscais fraudulentos para importar bilhões de litros de combustível sem o devido recolhimento de impostos. Enquanto o povo brasileiro sofre com o preço nas bombas, a cúpula do partido de Rueda e Davi Alcolumbre negociava a "muçarela" — o codinome cínico usado pelos golpistas para se referir à propina de até 10 centavos por litro.
O material obtido pela Polícia Federal revela uma contabilidade paralela digna de organizações criminosas de alto escalão. Entre outubro e dezembro de 2023, apenas uma das movimentações ligadas a Rueda somou R$ 5 milhões. É estarrecedor que um dirigente partidário, sem qualquer atuação legítima no setor de petróleo, trate com tamanha intimidade sobre partilha de dinheiro e controle de saldo com figuras como "Beto Louco" e "Primo". Esse é o verdadeiro DNA do bolsonarismo e seus satélites: usar a estrutura do Estado e as brechas tributárias para irrigar contas pessoais e projetos de poder, tratando o dinheiro público como patrimônio privado.

Mohamad Hussein Mourad, apelidado de Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Foto: reprodução
A engrenagem do crime operava no Amapá, estado governado por Clécio Luís, fiel aliado de Davi Alcolumbre. Ali, empresas de fachada eram montadas para aproveitar o adiamento do ICMS, mas o combustível seguia direto para São Paulo sem pagar um centavo de imposto no destino. Estima-se que mais de 1 bilhão de litros tenham passado por esse duto de fraude, gerando um potencial de R$ 50 milhões em subornos. É a política da rapina, onde o "corredor" facilitado por aliados políticos servia para enriquecer uma casta que prega a "liberdade econômica", mas só sobrevive à custa de mamatas e sonegação bilionária.
A dimensão política do caso é profunda e atinge o coração do Congresso Nacional. Davi Alcolumbre, o homem que comanda o Senado com mãos de ferro, já aparece em mensagens ligadas a pagamentos suspeitos de R$ 2,5 milhões. A promiscuidade entre o comando do União Brasil e empresários foragidos mostra que o partido se transformou em um balcão de negócios escusos sob as barbas de Brasília. Enquanto o governo Lula trabalha para recuperar a economia e a moralidade pública, essas figuras das sombras tentam manter ativos os esquemas herdados do período de desmonte das instituições e da fiscalização federal.
Rueda, claro, nega tudo em notas protocolares, mas as planilhas e as mensagens de WhatsApp contam uma história bem diferente. A defesa dos empresários que buscam delação premiada escancara um sistema de favorecimento político que beneficiava refinarias ligadas a amigos do poder. O uso de codinomes para pagamentos e a movimentação de milhões em dinheiro sujo são marcas registradas de quem se sente acima da lei por controlar as rédeas de um dos maiores partidos do país. A "muçarela" de Rueda é o símbolo da podridão de uma elite que não hesita em saquear o país para manter sua ostentação.
O Brasil que trabalha e paga seus impostos não pode mais aceitar que o setor estratégico de combustíveis seja refém de milícias partidárias e seus esquemas de importação fraudulenta. A investigação da PF e da PGR precisa ir até o fim para varrer esses operadores do cenário político e recuperar os bilhões desviados do tesouro nacional. É hora de desobstruir o "corredor do Amapá" da corrupção e mostrar que, sob a vigência do Estado de Direito, nem Alcolumbre, nem Rueda estão imunes à justiça. O destino da "turma da muçarela" deve ser o banco dos réus, e não os gabinetes luxuosos da República.
Com informações do DCM
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