EUA oferecem R$ 52,5 milhões por informação que leve ao sequestro de Khamenei
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O governo dos Estados Unidos escancarou mais uma vez sua política de caça aos líderes de nações que ousam desafiar seus interesses no Oriente Médio. Nesta sexta-feira, o Departamento de Estado anunciou uma recompensa de US$ 10 milhões cerca de R$ 52,5 milhões por informações que levem ao sequestro do líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei. A medida faz parte de uma lista que inclui outros nove altos funcionários do governo iraniano, como o ministro do Interior e o ministro da Inteligência e Segurança, todos acusados sem provas de envolvimento em atividades que Washington classifica como terroristas.
O comunicado oficial americano afirma que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), à qual os líderes iranianos estariam ligados, exerce papel central na estratégia externa do Irã e seria responsável por "inúmeros ataques contra americanos e instalações dos EUA". O texto, no entanto, não apresenta qualquer evidência concreta das acusações, repetindo o velho script de demonização de adversários geopolíticos que os Estados Unidos utilizam há décadas para justificar intervenções e sanções criminosas contra nações soberanas.
Para estimular a delação, o governo americano disponibilizou uma verdadeira central de espionagem digital. Informantes podem usar aplicativos de mensagem como Signal, Telegram e WhatsApp para enviar dados sobre o líder iraniano. O Departamento de Estado também criou um canal anônimo acessível pelo navegador Tor, ferramenta conhecida por garantir o anonimato na internet. A orientação aos delatores é enviar informações objetivas, incluindo nome, localização, idioma de preferência e arquivos como fotos, vídeos e documentos que possam "comprovar" as informações num claro incentivo à produção de provas sob encomenda.
O anúncio ocorre poucos dias após Mojtaba Khamenei assumir oficialmente a liderança suprema do Irã, sucedendo o pai, aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia da guerra iniciada por EUA e Israel. Em seu primeiro pronunciamento público na quinta-feira, o novo líder iraniano lamentou a morte do antecessor, prometeu vingança e pediu que países vizinhos fechem bases militares americanas em seus territórios, além de afirmar que o Estreito de Hormuz deverá permanecer fechado. Enquanto isso, o império segue tentando desestabilizar o país persa, agora com dólares oferecidos a quem trair sua nação.
Com informações do SBT News
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