Dólar despenca para R$ 5,23 com recuo do petróleo e expectativa de diplomacia no Oriente Médio
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O mercado financeiro brasileiro viveu uma segunda-feira de forte correção e otimismo moderado, com o dólar encerrando o dia em queda firme de 1,62%, cotado a R$ 5,2303. O movimento foi impulsionado por um alívio generalizado nas tensões geopolíticas, após o preço do petróleo recuar diante da expectativa de esforços coordenados para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. Esse cenário reduziu o chamado "prêmio de risco" que havia inflado a moeda na última sexta-feira, permitindo que o real se valorizasse em sintonia com outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Com o resultado de hoje, o dólar já acumula uma desvalorização de 4,71% em relação ao real no ano de 2026.
Além do fator geopolítico, a dinâmica econômica interna e externa domina as atenções dos investidores nesta "Super Semana" de bancos centrais. No plano internacional, a expectativa é de que o Federal Reserve mantenha os juros americanos no patamar atual, enquanto no Brasil a atenção se volta para o Copom. No mercado secundário, a curva de juros brasileira já precifica com maior probabilidade um corte de 25 pontos-base na Selic, atualmente em 15% ao ano, afastando a hipótese de uma redução mais agressiva de 50 pontos-base. O diferencial de juros entre Brasil e EUA continua sendo um atrativo importante para o capital estrangeiro, funcionando como uma âncora para a taxa de câmbio em momentos de menor volatilidade.
A atuação do Banco Central também foi sentida no mercado, com a realização de leilões de swap cambial para rolagem de vencimentos, ajudando a dar liquidez ao sistema. Especialistas apontam que, apesar do respiro de hoje, o cenário continua sensível às notícias vindas do Golfo Pérsico e aos dados de inflação que podem influenciar as próximas decisões de política monetária. A melhora do apetite por risco favoreceu as bolsas mundiais e provocou uma queda no índice DXY (que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas globais), fechando o dia abaixo da marca de 100 pontos, sinalizando que, ao menos por enquanto, o estresse mais agudo da guerra deu lugar a uma busca por ajustes de preços.
Com informações da Reuters
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