Gleisi detona Tarcísio, Zema e Castro pelo "fiasco" no ensino integral e prega veto à extrema direita
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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elevou a temperatura do debate eleitoral de 2026 nesta terça-feira (17) ao utilizar a educação como munição contra os principais nomes da oposição. Baseada em dados recentes do INEP divulgados pelo jornal O Globo, Gleisi afirmou que o Brasil não pode permitir o retorno da extrema direita ao poder, citando o desempenho dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Cláudio Castro (RJ). Segundo a ministra, enquanto o governo federal injeta recursos para expandir o ensino em tempo integral, esses três estados — localizados na região mais rica do país — apresentam números que "despencaram" ou ficaram estagnados entre 2022 e 2025.
As estatísticas citadas pela ministra desenham um cenário de forte desigualdade regional na implementação do modelo pedagógico. O Nordeste consolidou-se como a locomotiva do ensino integral no Brasil, saltando de 29% para 44% de cobertura no período. O Piauí lidera o ranking nacional com impressionantes 81% de seus alunos nesta modalidade, seguido por Pernambuco (62%) e Ceará (58%). Em contraste, o Sudeste registrou um crescimento pífio, saindo de 21% para apenas 22%. Minas Gerais registrou uma queda de 31 mil matrículas e o Rio de Janeiro perdeu 6 mil alunos no modelo integral, o que Gleisi classificou como uma "falta de valorização da educação" por parte dos gestores bolsonaristas.
A fala da ministra não é apenas administrativa, mas profundamente estratégica. Ao mirar em Tarcísio de Freitas, Gleisi atinge o nome mais forte da direita para a disputa presidencial de 2026, tentando colar no governador de São Paulo a pecha de ineficiência em uma área sensível como a educação pública. A polarização de projetos de nação fica evidente: de um lado, o governo Lula aposta na expansão do tempo integral como política de estado com foco no Nordeste; do outro, os governadores aliados de Jair Bolsonaro enfrentam críticas pela estagnação em estados que, historicamente, deveriam liderar os investimentos em capital humano.
Enquanto o país avança nas matrículas no ensino integral, com forte apoio de recursos do governo do presidente @LulaOficial, o número de alunos nesta modalidade despencou em Minas, no Rio e ficou estagnado em São Paulo entre 2022 e 2025. É o que informa o Globo, com base em dados…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) March 17, 2026
Com informações do X
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