Ratinho Júnior abre mão da Presidência e foca em barrar Sergio Moro no Paraná
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2677 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A decisão altera drasticamente o tabuleiro eleitoral da direita. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), oficializou sua desistência da pré-candidatura à Presidência da República em 2026. A movimentação, antecipada por bastidores que indicavam sua preocupação com a sucessão estadual, sinaliza que o governador prefere manter o controle do Palácio Iguaçu até o fim do mandato a arriscar uma aventura nacional incerta. Com isso, Ratinho Júnior foca suas energias em eleger seu sucessor e, principalmente, em conter o avanço de Sergio Moro (União Brasil), que desponta como forte nome ao governo do estado.
A desistência de Ratinho Júnior é vista como um alívio tático para outras figuras da oposição, como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, que agora têm um concorrente de peso a menos no campo conservador. O governador paranaense vinha crescendo de forma consistente nas pesquisas, apresentando-se como uma alternativa moderada capaz de dialogar com o centro, mas a pressão interna do PSD e a necessidade de blindar o Paraná contra adversários locais falaram mais alto. Ao permanecer no cargo, ele garante a caneta e a máquina pública para influenciar diretamente as eleições municipais e estaduais, evitando que o estado caia nas mãos de rivais diretos.
Para o governo Lula, o recuo de Ratinho Júnior simplifica o cenário de polarização, mas também exige atenção sobre como o PSD de Gilberto Kassab irá se reposicionar. Sem um nome próprio forte no Sul, o partido pode intensificar negociações de apoio, seja mantendo a neutralidade ou buscando composições que garantam fatias de poder no Congresso. A saída de Ratinho do jogo nacional também esvazia a tese de uma "terceira via" robusta vinda do Paraná, deixando o caminho livre para que o bolsonarismo tente unificar a direita em torno de um único nome para enfrentar a reeleição do atual presidente.
A estratégia de Ratinho Júnior de priorizar o cenário local revela o pragmatismo de quem entende que uma derrota nacional poderia significar o ostracismo político, enquanto uma sucessão bem-sucedida no Paraná o mantém como uma liderança regional incontestável para 2030. O governador agora deve se dedicar a fortalecer o nome de aliados, como Guto Silva, e a pavimentar sua própria candidatura ao Senado em um futuro próximo. O "recuo estratégico" é, na verdade, uma aposta na longevidade política dentro de seu reduto eleitoral, onde ele ainda goza de alta aprovação.
Por fim, a desistência de Ratinho Júnior mostra que a união da direita para 2026 ainda é um quebra-cabeça longe de ser montado. Enquanto uns avançam, outros preferem proteger suas bases, temendo o desgaste de uma campanha presidencial contra a máquina federal. O Brasil assiste a essa dança das cadeiras com a certeza de que o Paraná continuará sendo um laboratório de disputas intensas, onde o ex-juiz Sergio Moro e o clã Ratinho medirão forças em uma batalha que promete ser um dos grandes destaques do próximo ciclo eleitoral.
Com informações do Brasil 247
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