"Ele está delirando": eonomista Jeffrey Sachs detona mentiras de Trump sobre o Irã e prevê caos mundial
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O economista e professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs, lançou um alerta dramático sobre a postura do governo de Donald Trump em relação ao Irã, classificando as recentes declarações do presidente como mentirosas ou fruto de um profundo delírio. Segundo Sachs, a insistência de Trump e do governo de Benjamin Netanyahu em uma política de agressão e hegemonia no Oriente Médio está conduzindo o planeta para uma catástrofe econômica e energética sem precedentes modernos, com o risco real de uma Terceira Guerra Mundial.
Sachs aponta que Trump mentiu ao sugerir que o Irã está desesperado por um acordo ou que as negociações estão avançando sob seus termos. Para o economista, o que ocorre é uma "aventura perigosa" baseada na crença equivocada de que ataques cirúrgicos ou pressão máxima podem dobrar a soberania iraniana. Ele alerta que o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa um quinto do petróleo mundial — dispararia um choque de preços capaz de destruir mercados financeiros e mergulhar as nações em uma crise profunda e duradoura.
A análise de Sachs expõe o que ele chama de "narcisismo maligno" de Trump e Netanyahu, que ignoram a racionalidade econômica e as leis internacionais em busca de uma dominação territorial e de recursos. Enquanto o governo Lula no Brasil defende o diálogo e o cumprimento dos acordos nucleares de 2015 (rompidos unilateralmente pelos EUA), Washington parece trilhar o caminho do confronto direto. Sachs reforça que nenhum país da região deseja que seus recursos de hidrocarbonetos fiquem sob controle efetivo dos Estados Unidos, tornando a estratégia americana fadada ao fracasso.
A crítica de Sachs também atinge a complacência de órgãos internacionais que, segundo ele, têm ignorado o papel instigador da administração Trump no derramamento de sangue na região. Ele defende que a única forma de evitar o colapso global é uma mobilização das nações para responsabilizar os EUA e Israel por suas agressões. O economista sugere cinco passos diplomáticos urgentes, incluindo o fim permanente das agressões, o respeito à soberania das bases militares no Golfo e, fundamentalmente, a criação de um Estado Palestino independente nas fronteiras de 1967.
Para o Brasil e o restante do Sul Global, o aviso de Sachs é um chamado à resistência contra a hegemonia que utiliza a economia como arma de guerra. A tentativa de Trump de ditar as regras do jogo energético mundial esbarra na realidade de um mundo multipolar que não aceita mais ordens unilaterais. O risco de uma conflagração global não é mais uma teoria distante, mas uma possibilidade real alimentada pela irresponsabilidade de líderes que priorizam o poder pessoal sobre a estabilidade de bilhões de pessoas.
Assista ao vídeo:
Com informações do Brasil 247
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