Bolsonarismo de luxo: Cláudio Castro torra R$ 17 milhões em contrato secreto de jatos particulares
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O governador bolsonarista Cláudio Castro está no centro de mais um escândalo de mau uso do dinheiro público no Rio de Janeiro. Um contrato oculto, revelado recentemente, mostra o repasse astronômico de R$ 17 milhões para uma empresa de jatinhos particulares. Enquanto a população fluminense enfrenta crises na segurança e na saúde, a cúpula do governo estadual parece priorizar o conforto de voos luxuosos, mantendo os detalhes dessas operações longe dos olhos dos órgãos de fiscalização e da transparência necessária.
A existência desse contrato "fantasma" reforça a marca de uma gestão que opera nas sombras e ignora a austeridade que tanto prega nos discursos oficiais. O montante milionário destinado à empresa de aviação é um tapa na cara do trabalhador que depende dos serviços públicos sucateados. Essa prática de ocultar gastos excessivos com mordomias é típica de quem herdou o modus operandi do clã Bolsonaro, tratando a máquina pública como um patrimônio particular para sustentar privilégios de uma elite política desconectada da realidade.
A falta de transparência sobre o destino e a finalidade desses voos levanta suspeitas graves sobre o uso eleitoreiro ou pessoal da frota aérea financiada pelo estado. No Brasil de Lula, onde a prioridade é o combate à fome e a reconstrução nacional, o governo do Rio de Janeiro insiste em caminhar na contramão, queimando recursos que poderiam ser investidos em educação e infraestrutura básica. O "balcão de negócios" de Cláudio Castro parece não ter fim, e a farra dos jatinhos é apenas a ponta do iceberg de um governo que apodrece por dentro.
Analistas apontam que a omissão de dados contratuais dessa magnitude pode configurar crime de responsabilidade e improbidade administrativa. O Ministério Público precisa agir com urgência para abrir a "caixa-preta" das viagens de Castro e seus aliados, garantindo que cada centavo desses R$ 17 milhões seja devidamente explicado. A sociedade não aceita mais que governantes usem o erário para cruzar os céus em jatos de luxo enquanto o povo amarga filas em hospitais e escolas sem manutenção.
O isolamento político de Cláudio Castro, que já flerta com a inelegibilidade por outros casos de corrupção, só aumenta com a divulgação de mais esse descaso com o dinheiro público. A herança maldita do bolsonarismo no Rio de Janeiro deixa um rastro de destruição e desvios que envergonham o estado. É inadmissível que, em pleno 2026, ainda tenhamos gestores que acreditam estar acima da lei e do dever de prestar contas sobre como gastam os impostos da população.
A resistência democrática e os movimentos sociais do Rio de Janeiro prometem intensificar a pressão para que o contrato seja anulado e os responsáveis punidos. O tempo da impunidade para os "amigos do poder" que viajam com mordomias pagas pelo contribuinte está chegando ao fim. O Rio de Janeiro merece uma gestão que olhe para o chão das favelas e das periferias, e não apenas para o conforto das poltronas de couro de jatinhos particulares financiados pela corrupção.
Leia a nota do governo na íntegra
"O Governo do Rio de Janeiro informa que o emprego de aeronaves obedece a critérios técnicos e normativas em vigor, definidos por equipe especializada, com base na segurança do Chefe do Poder Executivo, na eficiência operacional e na necessidade de garantir o pleno exercício das atribuições do cargo.
O GSI esclarece que o contrato de fretamento de táxi aéreo tem por objetivo reforçar a segurança do Chefe do Executivo, sendo de natureza estritamente institucional, vinculada ao cargo e não à pessoa do governante. O procedimento é adotado pela maioria dos entes federativos e sua continuidade atende a uma necessidade permanente da administração pública.
Quanto aos valores, o 3º Termo Aditivo ao Contrato nº 007/2023 estabelece o montante máximo estimado de R$ 8.645.492,60 para o período de 12 meses a partir de 03/04/2026, sendo a execução realizada sob demanda.
Em relação aos pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), o GSI ressalta que solicitações que envolvem informações sensíveis e de segurança seguem procedimentos internos específicos e exigem protocolo presencial. No caso citado, o solicitante não adotou tais medida."
Com informações de O Globo
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