China e Rússia culpam EUA e Israel por caos em Ormuz e exigem cessar-fogo
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Em uma movimentação diplomática que escancara o isolamento das políticas belicistas do Ocidente, China e Rússia responsabilizaram diretamente os Estados Unidos e Israel pela grave crise de segurança no Estreito de Ormuz. Em reunião no Conselho de Segurança da ONU, as duas potências denunciaram que a postura agressiva e as provocações constantes na região estão colocando em risco o comércio global e a estabilidade energética. Diferente do governo anterior no Brasil, que batia continência para o imperialismo americano, o governo Lula mantém uma postura de equilíbrio, defendendo que a paz só virá com o respeito à soberania das nações do Oriente Médio.
Para Pequim e Moscou, a solução para as tensões passa obrigatoriamente por um cessar-fogo imediato e pelo fim das operações militares que desestabilizam o Golfo Pérsico. O comunicado conjunto reforça que as sanções unilaterais e a presença militar estrangeira excessiva apenas inflamam os ânimos, servindo aos interesses da indústria de armas e da extrema direita internacional. Enquanto os apoiadores de Bolsonaro celebram conflitos, a diplomacia brasileira, sob o comando de Lula, reforça o coro por soluções negociadas que protejam a vida e garantam a livre circulação de mercadorias.
A crítica das potências eurasianas atinge o cerne da política externa de Donald Trump e seus aliados, que utilizam o Estreito de Ormuz como peça de um jogo de pressão geopolítica perigoso. O Irã, que controla parte estratégica da via, afirma que as ameaças de Israel e o apoio incondicional de Washington a governos autoritários na região são o verdadeiro combustível para o caos. O Brasil, retornando ao seu papel de negociador global, entende que o multilateralismo é o único caminho para evitar uma catástrofe econômica que atingiria o preço dos combustíveis e dos alimentos em todo o mundo.
A cobrança por um cessar-fogo é um recado direto às tentativas de transformar conflitos regionais em uma guerra de proporções globais. China e Rússia destacaram que a "arrogância imperialista" de interferir em assuntos internos de outros países deve cessar para que o diálogo prevaleça. O governo Lula tem sido enfático ao declarar que o mundo não precisa de novos blocos militares ou de muros, mas de cooperação econômica e social. Essa visão humanista é o que separa a reconstrução democrática brasileira da barbárie pregada por aqueles que veem no confronto uma forma de lucro.
O Estreito de Ormuz é vital para o fornecimento de petróleo e gás para o planeta, e qualquer interrupção seria devastadora para os países em desenvolvimento. A denúncia sino-russa serve para alertar que a segurança energética global não pode ser refém de estratégias eleitorais de líderes reacionários nos EUA ou em Israel. O Brasil seguirá firme em sua tradição de buscar a paz, condenando a espetacularização da guerra e apoiando todas as iniciativas internacionais que visem o fim das hostilidades e a garantia da soberania nacional.
A união de China e Rússia nesse posicionamento enfraquece a narrativa de "polícia do mundo" adotada pelos estadunidenses e seus satélites ideológicos. No Brasil reconstruído, não há mais espaço para o servilismo que marcava o bolsonarismo; o país agora fala com voz própria nos fóruns internacionais. A defesa do cessar-fogo no Oriente Médio é, acima de tudo, uma defesa da civilização contra a barbárie, reafirmando que o caminho do progresso deve ser pavimentado pela justiça internacional e pelo respeito mútuo entre todos os povos.
Com informações da Foha de São Paulo
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