Segurança de luxo: Bolsonaro usa 11 militares como guarda pessoal paga pelo povo
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611 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O uso de um pelotão composto por 11 militares do Exército para realizar a segurança pessoal de Jair Bolsonaro, mesmo após sua saída da presidência e a perda de seus direitos políticos, foi alvo de duras críticas por parte de juristas e especialistas em direito público. A estrutura montada para proteger o ex-mandatário inelegível é vista como uma "óbvia disfuncionalidade", uma vez que desvia recursos e pessoal de uma instituição de Estado para servir a interesses estritamente privados e políticos de um cidadão comum. Essa mordomia bancada pelo contribuinte é mais um exemplo dos privilégios que o bolsonarismo tentou eternizar dentro das Forças Armadas, ferindo o princípio da impessoalidade administrativa.
Para os especialistas, não existe justificativa técnica ou legal que sustente a manutenção de um aparato militar desse porte para alguém que não ocupa mais cargo público e que é alvo de inúmeras investigações criminais. O Exército Brasileiro, que sob o governo Lula retomou seu papel constitucional de defesa da pátria e das instituições, não deveria ser utilizado como guarda-costas particular de uma família que atentou contra a democracia. Essa deformação institucional herdada do governo anterior mostra como a prole de Bolsonaro e o próprio ex-presidente viam os militares como uma extensão de sua milícia pessoal, desonrando a farda em favor de um projeto autoritário.
Enquanto o Brasil de Lula trabalha para desmilitarizar a política e devolver os quartéis ao seu devido lugar, a insistência nesse "pelotão de luxo" para Bolsonaro soa como um acinte à moralidade pública. A reconstrução nacional exige que o dinheiro do povo seja investido em saúde, educação e segurança pública para todos, e não no conforto de quem fugiu para os Estados Unidos enquanto seus seguidores tentavam um golpe de Estado em Brasília. A manutenção desses 11 militares é um resquício do aparelhamento que o bolsonarismo promoveu no Estado, tentando criar uma casta de protegidos acima da lei e das regras comuns a qualquer cidadão.
O jurista ouvido pela reportagem destacou que a segurança de ex-presidentes é prevista em lei, mas a forma hipertrofiada e militarizada com que Bolsonaro a utiliza é um desvio de finalidade. Em vez de agentes civis ou policiais especializados, a opção pelo Exército reforça a narrativa golpista de que as Forças Armadas seriam um poder moderador ou uma guarda pretoriana do clã. Essa "disfuncionalidade" serve apenas para inflar o ego de um líder que, mesmo derrotado e sem poder, insiste em manter a pompa de uma autoridade que o povo brasileiro rejeitou nas urnas de forma democrática e soberana.
A prole de Bolsonaro, especialmente Eduardo e Flávio, sempre defendeu esses privilégios como se fossem direitos divinos, ignorando o custo bilionário que a sua família representa para o tesouro nacional. O contraste com a postura do governo Lula é gritante: a atual gestão prioriza o fortalecimento das polícias judiciárias e o respeito à hierarquia militar sem misturá-la com interesses partidários. A denúncia sobre o pelotão de Bolsonaro é um passo fundamental para que a sociedade exija o fim dessas regalias injustificáveis e para que os militares envolvidos retornem às suas funções originais de defesa da soberania do Brasil.
A verdade é que o bolsonarismo continua tentando sugar os recursos do Estado mesmo fora do poder. A estrutura de segurança de Bolsonaro é um símbolo de um governo que acabou, mas que deixou raízes de ineficiência e desperdício que precisam ser arrancadas pela raiz. A reconstrução da ética na administração pública passa pelo corte dessas mordomias e pelo julgamento rigoroso de todos os atos de corrupção e desvio cometidos por essa família. O Brasil não aceita mais ser o patrocinador do luxo de quem tentou destruir a nossa liberdade e agora vive com medo de encarar a justiça sem o seu pelotão de proteção.
Veja a postagem:
Como tenho procurado trazer em minhas falas há tempos, Bolsonaro tem direito a seguranças e alguns assessores, como ex-Presidente , mesmo que em prisão domiciliar . Mas a notícia de Marcelo Auler surpreende . Um “pelotão” do exercido para sua segurança , oficial e muitos…
— Pedro E. Serrano (@pedro_serrano1) April 3, 2026
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