Governo Lula vira jogo e destina mais verba a Google e Meta do que a SBT e Band
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O governo Lula ampliou significativamente os recursos destinados à publicidade em plataformas digitais, e Google e Meta passaram, pela primeira vez, a receber mais verbas federais do que as redes de televisão SBT e Band. De acordo com dados da Secom e dos ministérios obtidos pela Folha de S.Paulo, os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões distribuídos em anúncios federais em 2025. A participação da internet no bolo publicitário federal atingiu 34,5%, um salto expressivo em relação aos 17,7% registrados em 2022, no último ano do governo Bolsonaro. Google e Meta ocupam agora o topo da distribuição das verbas públicas entre os veículos privados, atrás apenas dos grupos Globo e Record.
O crescimento foi especialmente forte no caso do Google, cujos repasses saltaram de R$ 10,5 milhões em 2023 para ao menos R$ 64,6 milhões no ano passado, enquanto a Meta passou de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões no mesmo período. Em nota, a Secom justificou o reforço afirmando que a decisão “reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações”, diante do aumento do tempo de navegação nas redes sociais. A meta é ampliar o alcance das informações e dos serviços públicos, com campanhas que incluem compra de espaço no YouTube, impulsionamento de links no mecanismo de busca e publicidade programática.
Apesar da guinada digital, a televisão aberta continua abocanhando a maior parte da verba oficial (cerca de 45% em 2025), com destaque para Globo (R$ 150 milhões) e Record (R$ 80,5 milhões). Mas a nova hierarquia alterou o posicionamento de grupos tradicionais: SBT recebeu R$ 45,8 milhões e Band R$ 24,4 milhões, ambos abaixo de Google e Meta pela primeira vez na história. O governo também ampliou presença em serviços de streaming (Prime Video Ads e Netflix) e no Kwai, mas retirou o X (antigo Twitter) dos planos de mídia após os ataques de Elon Musk ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Lula. A reorientação da estratégia, sob comando do ministro Sidônio Palmeira, contrasta com a linha anterior de Paulo Pimenta, que defendia ampliar investimentos em rádios para alcançar a população mais pobre.
Com informações da Folha de S.Paulo
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