Eixo Pequim-Moscou se une contra agressividade de Trump e busca cessar-fogo no Oriente Médio
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Em um movimento que consolida a formação de uma frente diplomática contra o autoritarismo de Washington, os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmaram neste domingo sua aliança estratégica para estabilizar o Oriente Médio. Em ligação telefônica, os dois líderes concordaram que a única saída para a crise energética e de navegação no Estreito de Ormuz é um cessar-fogo imediato e o fim das hostilidades que já paralisam a região há mais de um mês. Para Pequim e Moscou, a solução não virá por meio dos ultimatos de Donald Trump, mas sim através de uma abordagem "objetiva e equilibrada" no Conselho de Segurança da ONU.
A articulação ocorre em um momento crítico, antecedendo a votação de uma resolução no Conselho de Segurança para proteger a navegação comercial no Golfo Pérsico. Wang Yi foi enfático ao defender que o diálogo político é a ferramenta fundamental para resolver conflitos, contrastando com a retórica de destruição adotada pela Casa Branca. A declaração conjunta russa foi ainda mais direta ao classificar as ações recentes dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como uma "agressão não provocada", sinalizando que as duas potências atuarão como um contrapeso às investidas militares de Trump, que ameaça bombardear infraestruturas civis iranianas.
A China, que depende do fluxo estável de energia pelo Estreito de Ormuz para sustentar sua economia, vê na cooperação com a Rússia uma forma de isolar o radicalismo norte-americano e promover uma saída diplomática que respeite a soberania das nações da região. Enquanto Trump utiliza a Páscoa para proferir obscenidades e ultimatos, o eixo Pequim-Moscou busca atrair o apoio da comunidade internacional para um regime de compensações e diálogo que reabra as rotas de petróleo sem ceder à chantagem militar. Essa união de forças entre os dois membros permanentes do Conselho de Segurança coloca os EUA em uma posição de isolamento diplomático crescente, evidenciando que o mundo já não aceita mais a imposição da força como única linguagem global.
Com minformações da Reuters
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