Fiasco messiânico: Donald Trump deleta imagem fake de si mesmo como messias das redes sociais
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585 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A sanha messiânica e a falta de limites da extrema direita sofreram um revés vergonhoso nessa segunda, 13 de abril. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o grande guru do bolsonarismo, foi obrigado a apagar de suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial onde ele era retratado como Jesus Cristo. A publicação, que beirava a blasfêmia e o ridículo, gerou uma enxurrada de críticas negativas, provando que nem mesmo o eleitorado mais conservador está disposto a aceitar esse tipo de delírio de grandeza sem questionar.
O recuo de Trump expõe a fragilidade da estratégia de comunicação da extrema direita global, que tenta elevar seus líderes a um status de divindade para cegar os seguidores. No Brasil, vimos a prole de Bolsonaro utilizar táticas semelhantes para criar um culto à personalidade, mas o fiasco americano mostra que o uso de tecnologias para manipular a fé alheia tem um limite ético. Ao remover a imagem, Trump admitiu, mesmo que indiretamente, que a tentativa de se comparar ao messias foi um erro tático grosseiro que pegou mal até entre seus aliados.
A reação popular foi imediata e atravessou diferentes frentes políticas e religiosas, que repudiaram o uso instrumental da religião para fins eleitorais. Enquanto o governo Lula trabalha para fortalecer o diálogo inter-religioso baseado no respeito e na dignidade humana, a gestão Trump na Casa Branca prefere flertar com o fanatismo para alimentar o ego do mandatário. Esse episódio reforça a necessidade de combater o uso de IAs para a criação de propagandas que distorcem a realidade e ofendem a sensibilidade das pessoas.
Para os apoiadores da democracia e da justiça social, o episódio é pedagógico sobre como opera o neofascismo moderno: testa-se o absurdo e, se a resistência for alta, recua-se estrategicamente. A tentativa de Trump de se apresentar como uma figura sagrada é um ataque direto ao pensamento crítico e à própria laicidade do debate político. A derrota estética e moral da postagem serve como um aviso de que a manipulação tecnológica não é capaz de sustentar projetos de poder baseados na pura vaidade e no desrespeito à fé popular.
O apagamento do post não foi suficiente para conter a repercussão negativa, que já havia se espalhado pelo mundo. O bolsonarismo, que costuma replicar cada passo dado pelo trumpismo, observa com preocupação o fracasso dessa narrativa messiânica fabricada em computador. O Brasil, que agora respira ares democráticos e institucionais com Lula, se distancia desse tipo de espetáculo grotesco que tenta transformar governantes em deuses, enquanto ignora os problemas reais da população.
A derrocada dessa "fake news" visual mostra que o mundo está mais atento às táticas de manipulação da extrema direita. A queda da imagem de "Trump Jesus" simboliza o esgotamento de um modelo de política que sobrevive de imagens falsas e símbolos distorcidos. A resistência contra o autoritarismo também passa por denunciar essas palhaçadas tecnológicas que tentam sequestrar a fé das pessoas para sustentar autocratas que se acham acima do bem e do mal.
Com informações do DCM
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