Gleisi reage ao PL da Dosimetria: "pacificação não se faz com penas brandas"
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A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) subiu o tom nesta terça-feira (14) contra as articulações no Congresso que buscam abrandar as sentenças dos condenados pelos ataques antidemocráticos de 2023. Durante a posse de José Guimarães como ministro de Relações Institucionais, Gleisi enviou um recado nítido aos parlamentares: a democracia brasileira não aceita retrocessos travestidos de "pacificação". Para a ex-ministra, qualquer tentativa de relativizar as penas aplicadas pelo Judiciário fere o ordenamento jurídico e premia quem atentou contra as instituições. "A pacificação não se faz pela ausência de responsabilidade, mas pela justiça dentro do devido processo legal", disparou.
O embate tem data marcada para explodir no plenário: 30 de abril. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou uma sessão exclusiva para analisar o veto total do presidente Lula ao Projeto de Lei 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. O texto, aprovado pelo Legislativo no fim de 2025, propõe reduzir as penas de um a dois terços para quem participou dos atos em "contexto de multidão", desde que não fosse líder ou financiador. Para o Palácio do Planalto e a cúpula do PT, a medida é um "casuísmo inconstitucional" que visa garantir impunidade a aliados políticos sob o pretexto de critérios técnicos.
Além da defesa intransigente das punições, Gleisi aproveitou o palanque para listar o que considera as grandes vitórias sociais do governo no último ano. Ela destacou a reforma na faixa de isenção do Imposto de Renda — fazendo com que "o andar de cima pagasse mais para compensar quem ganha menos" — e avanços em programas como o Brasil Soberano e o Acredita Exportação. No campo da segurança, ressaltou o endurecimento contra facções criminosas e o pacto nacional contra o feminicídio, que incluiu a prisão de mais de 5 mil agressores.
A fala de Gleisi amarra as prioridades do governo para este semestre: enquanto o Congresso tenta salvar os condenados do 8 de janeiro, o Planalto quer focar no fim da escala 6x1, no combate ao endividamento das famílias e na indicação de Jorge Messias ao STF. O posicionamento da deputada deixa claro que, para o governo, o perdão aos atos golpistas é uma linha vermelha que não será atravessada em nome da governabilidade. A votação do dia 30 será o teste de fogo para medir a força da base aliada contra o movimento que tenta esvaziar as decisões da Suprema Corte.
Com informações do Brasil247
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