Deputados contrários ao fim da escala 6x1 acumulam quase 800 faltas sem justificativa
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2280 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A hipocrisia da extrema direita brasileira atingiu um novo patamar de cinismo. Um levantamento exclusivo revelou que 155 deputados federais, que se movem nos bastidores para enterrar o fim da escala 6x1, acumulam nada menos que 797 faltas sem qualquer justificativa formal na Câmara. Enquanto esses parlamentares bolsonaristas trabalham arduamente para manter o povo brasileiro sob uma jornada exaustiva de seis dias de trabalho para apenas um de descanso, eles mesmos parecem não ter o menor compromisso com o batente em Brasília.
Ao todo, o grupo de opositores à proposta soma 3.581 ausências no plenário desde o início da atual legislatura. Embora parte dessas faltas tenha sido abonada, o volume de quase 800 ausências sem explicação é um tapa na cara do trabalhador. É a elite política, financiada pelo dinheiro público, gozando de uma "escala zero por zero" enquanto vocifera contra a redução da jornada laboral dos mais pobres. Figuras como Ricardo Salles, Mario Frias e Gustavo Gayer aparecem na lista de quem falta ao trabalho, mas não falta à hora de boicotar direitos sociais.
No topo do ranking do absenteísmo descarado está Pedro Lupion, com 41 faltas não justificadas. Ele é seguido de perto por outros nomes da base bolsonarista, como Magda Mofatto e Vicentinho Júnior. Essa trupe, que vive dando lições de moral sobre produtividade e economia, demonstra na prática um profundo desprezo pelo dever público. Para eles, a disciplina do relógio de ponto serve apenas para o operário, enquanto o mandato parlamentar é tratado como um título de nobreza que dispensa o comparecimento.
A contradição é gritante: os mesmos deputados que alegam "prejuízo econômico" para barrar a PEC de Erika Hilton são os que causam prejuízo real ao erário ao receberem salários integrais sem trabalhar. O regimento da Câmara prevê cortes salariais para essas ausências, mas o escrutínio público agora expõe a face oculta dessa articulação política. Eles operam para travar a pauta trabalhista no Congresso, mas não conseguem sequer operar a própria presença nas sessões legislativas.
O avanço da pauta do fim da escala 6x1, que agora conta com sinalização positiva da presidência da Casa, coloca esses parlamentares em uma posição insustentável. A pressão das ruas e das redes sociais exige que o trabalhador tenha mais tempo para a vida e para a família. No entanto, a resistência vem justamente de quem mais desfruta de privilégios e folgas injustificadas, provando que o bolsonarismo é, essencialmente, um projeto de manutenção de privilégios para poucos e exploração para muitos.
A máscara caiu. O levantamento é uma ferramenta poderosa para o campo progressista e para o governo Lula na defesa da dignidade do trabalhador. Não aceitaremos que faltosos crônicos decidam o destino de quem acorda cedo e sustenta este país. O combate à exploração da escala 6x1 é também o combate contra essa casta de parlamentares que prefere a omissão ao serviço público, enquanto tenta acorrentar o povo a jornadas de trabalho desumanas.
Com informações da Fórum
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