Michel Temer e Renzo Gracie aparecem em trama para vender Banco Master após prisão de Vorcaro
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2363 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A tentativa de venda do Banco Master para a Fictor Holding Financeira revela uma rede de influência que conecta o ex-presidente Michel Temer a figuras proeminentes do bolsonarismo, como o lutador Renzo Gracie. O negócio, que envolvia investidores árabes representados pela Royal Capital, ganhou contornos de escândalo após a prisão do proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. A Polícia Federal interceptou o banqueiro quando ele tentava embarcar para Dubai, em uma manobra que investigadores acreditam ser uma tentativa de ocultar sua fuga definitiva do país.
O plano de venda teria servido como uma cortina de fumaça para Vorcaro, que já previa sua detenção iminente devido a irregularidades financeiras. As investigações apontam que o destino final da viagem seria Malta, conhecido paraíso fiscal, o que reforçou a tese de evasão de divisas e ocultação de patrimônio. Apesar de um contrato digital ter sido firmado entre a Fictor e investidores estrangeiros em dezembro de 2025, a transação jamais foi concluída, culminando na falência da instituição e em um rombo bilionário que afetou o sistema financeiro nacional.
Michel Temer atuou como uma espécie de articulador político, utilizando seu trânsito institucional para tentar convencer grandes bancos brasileiros a avalizarem a operação. Enquanto isso, Renzo Gracie, conhecido por sua defesa intransigente de pautas da extrema direita, utilizou sua proximidade com os envolvidos para tentar blindar o negócio. Mesmo diante de evidências de fraude, o grupo tentou sustentar a validade da venda, que prometia um aporte de R$ 3 bilhões de origem russa e árabe para sanear as contas do banco.
A crise do Banco Master não se limitou ao setor privado, atingindo também o Banco de Brasília (BRB), que havia adquirido parte dos ativos da instituição sob o incentivo do governador Ibaneis Rocha. A transação, no entanto, foi vetada e a liquidação do Master acabou sendo decretada pelo Banco Central após a confirmação de que os recursos apresentados como garantia possuíam origem duvidosa. O uso de CPFs brasileiros para assinar contratos internacionais gerou alertas imediatos nos órgãos de controle financeiro.
Em uma tentativa de desviar o foco das investigações, Renzo Gracie chegou a culpar publicamente o atual governo e o PT pelo colapso da instituição, ignorando os indícios de gestão temerária e os crimes financeiros apontados pela PF. A Fictor Holding, peça central na aquisição, entrou em recuperação judicial logo em seguida, alegando uma dívida de R$ 4 bilhões provocada pela debandada de investidores. O caso agora figura como um dos maiores ressarcimentos da história a serem operados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A paralisia do negócio e a subsequente queda do Banco Master expõem a fragilidade de operações montadas sobre acordos de bastidores e influência política. O envolvimento de nomes ligados ao governo anterior e a setores da extrema-direita reforça o padrão de busca por privilégios e blindagem judicial que tem marcado grandes escândalos financeiros recentes. Agora, o Judiciário e a Polícia Federal seguem no rastreamento dos ativos desviados para garantir que o prejuízo não seja integralmente repassado ao contribuinte brasileiro.
Com informações do DCM
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