Tragédia: menino brasileiro de 11 anos e sua mãe morrem em ataque de Israel no sul do Líbano
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1234 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O rastro de sangue e destruição deixado pela ofensiva militar de Israel no Líbano atingiu em cheio mais uma família brasileira. Manal Jaafar, o filho Ali Ghassan Nader, de apenas 11 anos, e o pai libanês Ghassan Nader foram vítimas de um bombardeio brutal no distrito de Bint Jbeil. A família, que havia retornado à residência apenas para buscar pertences durante um período de cessar-fogo, foi surpreendida por um ataque tão violento que a casa de três andares foi reduzida a pedaços. Até o momento, apenas o corpo do pequeno Ali foi localizado e enterrado; os restos mortais de Manal e Ghassan continuam desaparecidos sob as ruínas.
A tragédia escancara a crueldade das forças israelenses, que ignoram reiteradamente os acordos de cessar-fogo sob o pretexto de combater o Hezbollah. O relato de Bilal Nader, tio das vítimas, é devastador: a família estava preparando as malas após tomarem café da manhã quando o imóvel foi atingido. Os dois filhos do casal estavam do lado de fora; o mais velho sobreviveu e se recupera, mas o mais novo não resistiu ao impacto que o fez "voar" com a força da explosão. Trata-se de mais um crime de guerra cometido contra civis inocentes que buscavam apenas retomar o que lhes pertencia em um momento de suposta trégua.
O Itamaraty confirmou oficialmente as mortes e emitiu uma nota de condenação veemente, classificando o ataque como uma violação inaceitável ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril. O governo brasileiro ressaltou que dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, têm sido massacrados pelas forças israelenses mesmo durante a vigência do acordo mediado internacionalmente. Para quem acompanha a política externa com olhar crítico, a postura de Israel demonstra um desprezo total pela soberania do Líbano e pela vida de brasileiros que residem na região.
Enquanto a extrema direita e os defensores do regime de Tel Aviv tentam justificar essas mortes como "danos colaterais" ou ações de autodefesa, a realidade nos escombros conta uma história diferente. Israel reiniciou ataques massivos no sul do Líbano no último domingo, resultando em pelo menos 14 mortos e dezenas de feridos em menos de 48 horas. A prorrogação do cessar-fogo, anunciada pelo governo de Donald Trump nos EUA, parece ser letra morta diante da sanha militarista que não respeita fronteiras nem tréguas humanitárias, atingindo inclusive cidadãos de países que pedem o fim imediato das hostilidades.
O Brasil tem sido enfático na defesa da retirada imediata das tropas israelenses do território libanês e na extensão da trégua com garantias reais de segurança para a população civil. A embaixada brasileira em Beirute presta assistência aos sobreviventes, mas nada poderá apagar a dor de uma família destroçada por mísseis. A impunidade de Israel, alimentada pelo apoio de potências ocidentais, continua sendo o combustível para que crianças brasileiras de 11 anos sejam enterradas longe de casa e mães desapareçam sob o concreto de suas próprias residências.
Esta tragédia reforça a necessidade urgente de uma pressão global para que crimes contra a humanidade sejam punidos com rigor. O assassinato de Manal e Ali não pode ser esquecido nem reduzido a estatísticas de guerra. É o resultado direto de uma política de extermínio que não distingue alvos militares de famílias buscando suas roupas e lembranças em meio ao caos. Enquanto o mundo assiste passivo, brasileiros pagam com a vida o preço de um conflito alimentado pela ganância e pelo desrespeito absoluto aos direitos humanos fundamentais.
Com informações do DCM
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