Aprovação de Messias no Senado deve ser por margem estreita, admite Lula com otimismo
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O Palácio do Planalto entrou em modo de alerta máximo para garantir a chegada de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora confiante na aprovação, já trabalha com o cenário de uma votação apertada no Senado Federal. Com a necessidade de conquistar ao menos 41 votos, a estratégia do governo agora foca em uma "operação pente-fino" entre os indecisos, transformando a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no evento político mais importante do semestre. O atual Advogado-Geral da União (AGU) precisa de 16 novos apoios entre os 34 senadores que ainda não abriram o voto, o que torna cada conversa de bastidor um movimento vital para a soberania do projeto democrático no Judiciário.
A relação com o comando do Senado, especialmente com Davi Alcolumbre (União-AP), passou por um processo de "gelo" e posterior reaproximação, o que deu novo fôlego à indicação. O governo avalia que o gesto de Alcolumbre ao comparecer à posse de novos ministros sinaliza uma trégua que pode facilitar o caminho de Messias. No entanto, o indicado sabe que não terá vida fácil: ele deve ser bombardeado com questionamentos sobre o alcance das decisões do STF e temas espinhosos como as investigações sobre emendas parlamentares. Para quebrar resistências, Messias aposta no diálogo institucional e em sua identidade religiosa evangélica, buscando pontes com a bancada conservadora para provar que sua atuação será pautada pelo equilíbrio e pelo respeito à Constituição.
A contagem atual aponta um placar de 25 votos favoráveis contra 22 contrários, evidenciando que a balança está equilibrada e que o governo não pode se dar ao luxo de erros na articulação. Messias tem intensificado o "beija-mão" nos gabinetes, reforçando sua autonomia e currículo técnico para desarmar a narrativa da oposição. Enquanto o Planalto busca garantir um quórum elevado para evitar surpresas, a base governista se mobiliza para mostrar que a ida de Jorge Messias ao STF é um passo fundamental para a pacificação institucional do país. O desfecho dessa queda de braço definirá não apenas o futuro da Corte, mas também a força da base aliada de Lula no Congresso Nacional para os próximos desafios.
Com informações do jornal O Globo
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