No Dia do Trabalhador, Zema passa vergonha e defende trabalho infantil: "Lamentável proibir"
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5054 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Em uma data que deveria ser marcada por homenagens à dignidade do trabalhador e à luta por direitos, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), protagonizou um dos momentos mais lamentáveis de sua pré-campanha. Neste 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalho, Zema foi a público defender algo repugnante: a autorização para que crianças possam trabalhar. Em entrevista ao podcast "Inteligência Limitada", divulgada na sexta-feira, o político do Novo mostrou toda sua desconexão com os valores mais básicos de proteção à infância ao afirmar que "toda criança pode estar ajudando com questões simples". A declaração, além de profundamente equivocada do ponto de vista pedagógico e social, revela a face mais perigosa do liberalismo econômico que Zema tenta emplacar na política brasileira.
Não satisfeito em defender o trabalho infantil, Zema partiu para um ataque direto às leis trabalhistas que protegem milhões de brasileiros. "Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança", disparou o ex-governador, demonstrando ignorância ou má-fé sobre décadas de estudos que comprovam os danos do trabalho precoce ao desenvolvimento físico e psicológico de meninos e meninas. Para piorar, ele tentou usar os Estados Unidos como exemplo de boa prática — o mesmo país onde milhões de crianças vivem em situação de exploração e onde as leis de proteção são infinitamente mais frágeis do que as brasileiras. "Lá fora, criança trabalha entregando jornal", disse Zema, como se comparar a realidade de um país rico com a exploração estrutural do trabalho infantil no Brasil fosse um argumento aceitável. A cereja do bolo do despautério foi quando ele afirmou que a proibição do trabalho infantil no Brasil é "lamentável" e que a lei atual está "escravizando a criança". Sim, o senhor leu certo: Zema acha que proteger crianças de jornadas exaustivas, de acidentes e de abusos é uma forma de escravidão. É o cúmulo do absurdo.
A fala de Zema no Dia do Trabalhador não pode ser tratada como mero deslize ou infelicidade retórica. Ela representa um projeto de país onde o lucro vem em primeiro lugar, mesmo que isso custe a infância de milhares de brasileiros. Enquanto a esquerda e os movimentos sociais lutam para ampliar o acesso à educação de tempo integral e garantir que crianças possam brincar, estudar e sonhar, Zema quer colocar uma pá e um balde na mão dos pequenos. Felizmente, sua aprovação já despencou dez pontos percentuais em Minas Gerais, e declarações como essa só aceleram o afundamento de sua pré-candidatura. O trabalhador brasileiro, que tanto lutou para banir o trabalho infantil das fábricas e dos canaviais, não vai aceitar retroagir aos tempos sombrios do século XIX.
Com informações do Brasil247
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