Campanha de Flávio Bolsonaro entra em colapso com medo de delações contra Ciro Nogueira
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5176 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, no âmbito das investigações sobre o Banco Master, atingiu o coração da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, provocando um racha sem precedentes entre seus aliados. O clima nos bastidores é de "salve-se quem puder", com coordenadores e estrategistas trocando acusações sobre quem permitiu que a imagem de Flávio Bolsonaro ficasse tão atrelada ao líder do Progressistas, agora encurralado por provas colhidas em seus dispositivos eletrônicos.
O desespero de Flávio e sua equipe decorre do temor de que a "bomba atômica" contida no celular de Ciro Nogueira revele detalhes de transações imobiliárias e acordos políticos que beneficiaram o clã Bolsonaro durante a gestão anterior. O racha se aprofundou quando uma ala da campanha defendeu o isolamento imediato de Ciro, enquanto outra parte, mais fiel ao "toma lá, dá cá", teme que o abandono do aliado provoque uma delação premiada devastadora que coloque Flávio diretamente no centro do escândalo Master.
"O pânico é total. Ninguém sabe o que a PF encontrou nas conversas entre Ciro e os operadores da família Bolsonaro, e o medo de uma ’hecatombe’ eleitoral é real", revelam fontes de Brasília.
A paralisia na campanha reflete o esgotamento do modelo de política baseado em privilégios e blindagem judicial. Enquanto o governo Lula avança com uma agenda de moralização e parcerias internacionais sólidas, a extrema direita brasileira se vê mergulhada em crimes de colarinho branco e promiscuidade com o sistema financeiro clandestino. A tentativa de Flávio de se desvincular de Ciro Nogueira soa falsa para os eleitores, já que a sociedade conhece os laços históricos de amizade e troca de favores entre o senador piauiense e os filhos do ex-presidente inelegível.
Além do impacto jurídico, o racha compromete a arrecadação e o apoio de prefeitos e governadores que antes orbitavam o bolsonarismo. Com a imagem de Ciro Nogueira associada a facções e esquemas bancários, o custo político de estar ao lado de Flávio Bolsonaro tornou-se proibitivo. O isolamento do senador fluminense é um sinal claro de que o castelo de cartas construído à base de orçamento secreto e influência indevida está desmoronando sob o rigor das investigações republicanas.
O desfecho desse embate interno pode selar o destino das pretensões eleitorais da extrema direita para os próximos anos. Com o núcleo político em guerra e os principais aliados sob a mira da PF, Flávio Bolsonaro assiste ao esvaziamento de seu poder enquanto tenta, inutilmente, estancar a sangria provocada pelo caso Master. O tempo da impunidade e das "rachadinhas" institucionais está chegando ao fim.
Com informações do DCM
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